Tribunal julga hoje habeas corpus de prefeito de Dourados

Líderes de entidades civis tentam mobilizar a população de Dourados (MS) para pedir urgência no processo de cassação do prefeito da cidade, Ari Artuzi (sem partido), que está preso desde o dia 1.º de setembro. Hoje, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul deve julgar o habeas corpus em favor de Artuzi, que pode ser solto depois de quase 50 dias em prisão preventiva.

João Naves de Oliveira ESPECIAL PARA O ESTADO CAMPO GRANDE, O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2010 | 00h00

O prefeito foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Uragano. Ele é acusado de liderar um grupo de 60 pessoas indiciadas por corrupção e fraude na prefeitura e na Câmara Municipal da cidade. "Já ingressamos com um pedido de providências para que todos os líderes de partido expulsem os acusados, a exemplo do que já foi feito com o prefeito afastado Ari Artuzi. Também cobramos da Câmara um processo de investigação sobre os denunciados. Até agora nenhuma resposta nos foi dada", afirma César Augusto Rasslan, presidente da secção da OAB em Dourados, uma das entidades que integram o movimento, que pede ainda a cassação dos 11 vereadores envolvidos no caso que ficou conhecido como "farra das propinas".

O presidente do Comitê de Defesa Popular, Ronaldo Ferreira, diz que a movimentação será intensa. "Vamos cobrar que os indiciados sejam cassados. Também queremos seções à noite na Câmara, nada de trabalhos legislativos às 8 horas de terça-feira, isso não é horário para trabalhador frequentar a Câmara".

Prejuízo milionário

O primeiro balanço feito pela Controladoria-Geral da União sobre a "farra das propinas" revela que R$ 25 milhões foram desviados dos cofres públicos da Prefeitura Municipal de Dourados

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