Trilha no Pão de Açúcar é fechada após morte de alpinista

Segundo vistoria, cabo de aço se rompeu no momento que escalada era realizada

Antonio Pita - O Estado de S. Paulo,

04 Dezembro 2012 | 09h09

RIO - Vistoria feita ontem nos equipamentos usados na trilha de alpinismo Via Cepi do Morro do Pão de Açúcar, na zona sul do Rio, indicou que o cabo de aço utilizado por Bruno da Silva Mendes, de 32 anos, rompeu-se quando ele escalava o local, na tarde de domingo. Mendes morreu após despencar de uma altura de 70 metros. Andréia Pereira, de 40 anos, que o acompanhava, ficou ferida, mas passa bem.

A última manutenção no equipamento foi feita em 2009, segundo a Federação de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro (Femerj). Ontem, o trecho onde houve o acidente foi interditado pela Polícia Civil.

O alpinista foi enterrado ontem à tarde em Niterói. Ele era casado e não tinha filhos. A família está em choque com a tragédia. De acordo com amigos, a vítima era experiente e fazia a trilha com frequência.

As causas do acidente são investigadas pela Polícia Civil, que vai ouvir testemunhas ao longo da semana. De acordo com a delegada Andréa Nunes, instrutores de rapel e peritos farão uma inspeção na trilha e nos equipamentos usados por Mendes. Os agentes investigam se ele portava material de segurança e se houve falha humana, de equipamentos ou na própria trilha.

O presidente da Femerj, Dilson Queiroz, esteve na trilha ainda na noite de domingo. A Via Cepi tem cerca de 200 metros de altura e é considerada fácil pelos alpinistas. É demarcada por um cabo de aço preso à rocha, que serve de guia. Foi este cabo que se rompeu na hora do acidente.

"Mesmo com o rompimento do cabo, ainda não entendemos como e o que ocasionou a queda. Sabemos que Mendes seguia na frente da corda como guia da escalada e estava preso por uma corda a Andréia", disse Queiroz. No percurso da trilha há, desde 2009, cartazes orientando os alpinistas a evitar o caminho por causa do estado "precário" dos cabos em alguns trechos. Segundo Queiroz, a manutenção dos equipamentos é feita pelos próprios usuários - a última, realizada há três anos, estava no prazo previsto pela federação.

 

Segundo os bombeiros, Mendes e Andréia estavam a menos de 50 metros do topo do morro quando aconteceu o acidente. O alpinista se chocou diversas vezes contra o morro e ficou pendurado por um cabo a Andréia.

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