Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Tripoli prova que Cofap usou terreno para lixão

O secretário de Estado do Meio Ambiente, Ricardo Tripoli, divulgou nesta quinta-feira documento que comprova autorização pela empresa Cofap da utilização de seu terreno em Mauá para depósito do lixo proveniente das atividades da indústria.O contrato, assinado em 14 de fevereiro de 1984, previa o uso de 150 mil metros quadrados por prazo indeterminado pela empresa A. Alonso & Cia. Ltda. Entre os itens do documento está o manuseio de resíduos industriais no terreno onde foi construído em 1994 o Condomínio Barão de Mauá."Os serviços prestados por V.Sa., tal como a seleção de materiais aproveitáveis de nosso lixo industrial aí depositado, dos quais V.Sa. se beneficiará, não caracterizarão vínculo empregatício ou de qualquer natureza com esta sociedade (Cofap)", estipula o documento.A cessão ocorreu em regime de comodato, isto é, sem implicar direito de posse à beneficiária, e por prazo indeterminado. Na época, a Cofap era dirigida pelo empresário Abraham Kasinski, que desde a descoberta de benzeno no subsolo do Barão de Mauá negava ter utilizado o terreno para depósito de lixo industrial.Em 27 de agosto, Kasinski disse à reportagem que o terreno era mantido com o objetivo de ampliar as instalações da fábrica de Santo André, na Grande São Paulo. "Nunca utilizei para nada. Havia até guardas para tomar conta, não ser invadido ou para que não jogassem lixo lá", declarou.Segundo Kasinski, todo lixo da fábrica, situada em Santo André, era recolhido por uma firma especializada. No entanto, ele não soube informar na época o nome da empresa que prestava o serviço.Entre as pessoas que tomavam conta do local, Kasinski admitiu lembrar-se vagamente do espanhol Antenor Alonso. Segundo moradores da região, era ele quem administrava o terreno da Cofap, apelidado de "lixão do Alonso"."Não resta dúvida sobre de quem é a culpa. O contrato prova que ele (Kasinski) e a Cofap utilizavam o local como lixão industrial", afirmou Tripoli.

Agencia Estado,

18 de outubro de 2001 | 21h05

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.