Tripulação de transatlântico já se envolveu em confusão no País

Esta não é a primeira vez que um cruzeiro marítimo de carnaval no luxuoso transatlântico Rhapsody termina em confusão. Este ano, três estudantes paulistas foram agredidos por quatro seguranças do navio, mas no dia 4 de maio de 1998 o advogado Renato Opice Blum já impetrava ação na 28ª Vara Cível Central de São Paulo, em nome de seis passageiros, contra a empresa responsável pelo navio.No último dia de cruzeiro realizado neste navio, no carnaval de 98, Victor Veronezzi, economista e ex-vereador, Paulo Carvalho, administrador de empresas e Tony Frereira, economista, que dividiam a cabine nº 3068, foram retirados à força e trancafiados em uma sala, acusados de terem danificados alguns objetos. Apesar de negarem o ocorrido, eles ficaram presos por 45 minutos, sofrendo constrangimentos, ameaças e humilhações. Preocupados com as notícias que circulavam, os irmãos Maurício Pinto Martins, professor de educação física, Marcelo, estudante de educação física, e Haydee, desenhista industrial, foram verificar o que havia ocorrido com os três amigos e também foram trancafiados e submetidos ao mesmo tipo de tratamento. Depois que a autoria dos "tais danos" foi descoberta e com a presença de advogados, os seis foram liberados.Mas a confusão que envolveu os seis passageiros ainda não havia terminado. Duas horas após o incidente, quando foram recolher a bagagem, os seis passageiros foram, mais uma vez, acusados injustamente e submetidos a um vexame público. Além disso, tiveram as bagagens retidas, durante horas, pela tripulação do navio.O processo nº 968/98, impetrado pelo advogado Opice Blum, aguarda apenas a última audiência, designada para o dia 26 de junho deste ano, para que o juiz promulgue a sentença. Segundo Renato Opice Blum, as testemunhas ouvidas em audiência confirmaram os fatos narrados na petição inicial. "Acredito que fatos como este ocorram porque as tripulações não são bem preparadas", adverte o advogado.

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