Tropa de Choque invade o Cadeião de Pinheiros

Cerca de 100 policias de Tropa de Choque da Polícia Militar, com o auxílio de 10 cães, acabam de invadir a Cadeia Pública de Pinheiros, onde pelo menos 600 dos 1.100 presos estão rebelados desde a madrugada. A ação é apoiada por helicópteros da Polícia Militar e viaturas de diversos unidades especiais da Polícia Civil. Duas viaturas do Corpo de Bombeiros já estão no interior da cadeia, onde durante a manhã os rebelados atearam fogo em colchões. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, três presos escaparam depois que um grupo armado, possivelmente ligado ao Primeiro Comando de Capital (PCC), conseguiu entrar na cadeia por volta das 3h50, com coletes da Polícia Civil. Dois presos foram atingidos durante tiroteio entre marginais e policiais.O grupo chegou ao presídio na mesma hora que uma equipe de policiais entregava comida. Os bandidos, chamando os policiais de colegas, disseram ter vindo reforçar a segurança da muralha. No interior do presídio, os bandidos dominaram 15 agentes penitenciários e policiais e libertaram três presos.Pelo rádio um policial avisou os colegas da Cadeia 3, localizada ao lado. No início os policiais que foram em socorro acharam que era brincadeira, já que os marginais vestiam coletes iguais aos deles. Mas ao se aproximarem foram recebidos à bala. Os presos Flávio Menezes de Carvalho foi ferido no peito e no braço e Leandro Fernando dos Santos recebeu um tiro na perna. Carvalho foi submetido a uma cirurgia.Contida a fuga em massa, os 1.100 presos da Cadeia 2 se rebelaram, colocando fogo em colchões e depredaram o presídio. Também tomaram 10 presos que se encontravam no seguro como reféns. Às 9 horas, um grupo de mulheres, parentes dos presos, chegaram a interditar por alguns momentos a pista da marginal do Pinheiros colocando madeiras. Elas gritavam "queremos Justiça". Policiais militares agiram rápido e desobstruíram a via. Três mulheres foram detidas.Uma hora depois mais de 100 policiais civis e militares já ocupavam a área. O helicóptero da PM dá apoio à operação sobrevoando o presídio. Há policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE) e do Garra da Polícia Civil e do canil da Tropa de Choque e do COE da Polícia Militar.

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