Lúcio Távora/Agência A Tarde/Estadão
Lúcio Távora/Agência A Tarde/Estadão

Tropas federais desembarcam em Salvador para reforçar policiamento

Polícia Militar entrou em greve nesta terça-feira; lojas foram saqueadas

Tiago Décimo, O Estado de S. Paulo

16 de abril de 2014 | 12h59

Atualizada às 21h56

SALVADOR - Agentes da Força Nacional de Segurança desembarcaram em Salvador nesta quarta-feira, 16, para fazer o policiamento nas principais cidades da Bahia, durante a greve da Polícia Militar no Estado, decretada na noite de terça-feira, 15.

A presidente Dilma Rousseff assinou nesta quarta-feira o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), autorizando o emprego das Forças Armadas na segurança pública, a pedido do governador Jaques Wagner (PT). Com a decisão, o comandante da 6.ª Região Militar, general Racine Bezerra Lima, assumiu o comando das operações. Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, a operação federal terá 5 mil agentes.

Também na manhã desta quarta, a Justiça baiana decretou como ilegal a greve dos policiais e determinou o retorno imediato da corporação às atividades, sob pena de multa diária de R$ 50 mil às associações representativas dos PMs.

Saques. A primeira noite após o início da greve da Polícia Militar na Bahia foi marcada por saques a lojas em Salvador. A greve da PM também causou impacto no sistema de transporte da cidade. Os ônibus começaram a deixar as garagens das empresas apenas às 8 horas, causando muita confusão nos pontos de ônibus lotados de pessoas que tentavam ir para o trabalho. Segundo o sindicato patronal, no início da tarde 70% dos veículos estavam nas ruas, apesar de funcionários de quatro empresas terem se recusado a trabalhar. No fim da tarde, porém, os motoristas foram orientados a recolher os veículos.

A situação levou os escritórios e lojas que abriram a concluir o expediente mais cedo. Todos os principais shopping centers de Salvador, por exemplo, adiantaram o horário de fechamento das 22 horas para as 17 horas. Às 18 horas, já era praticamente impossível encontrar transporte público nas principais vias da cidade.

Política. O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse ver motivação política na paralisação da Polícia Militar. "É um ano eleitoral, óbvio que há contaminação (do movimento grevista)", argumentou. De acordo com Wagner, entre os dias 10 e 11 ele apresentou a proposta inicial para os representantes da categoria. Teria ficado acertado que eles fariam uma contraproposta, mas, segundo o governador, levaram a proposta diretamente à assembleia que definiu a greve.

Esta é a segunda greve da PM que o governador enfrenta. A anterior, entre janeiro e fevereiro de 2012, durou 12 dias, foi marcada pela ocupação da Assembleia Legislativa pelos policiais.

Tudo o que sabemos sobre:
Salvador

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.