Tropas ficam no Rio, decide Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu nesta segunda-feira manter as tropas do Exército na busca às 11 armas roubadas no dia 3 de um quartel de São Cristóvão, no Rio. A decisão foi tomada na reunião semanal de coordenação política do governo, na qual estavam o vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, e seis ministros. No encontro, que começou de manhã e foi interrompido para que Lula recebesse o presidente da Guatemala, Oscar Berger, o presidente endossou as ações do Exército e foi informado de que elas, agora, serão pontuais e não em grande escala, como ocorria até domingo.A nova estratégia, sempre seguindo orientação da inteligência do Exército, que atua em conjunto com Marinha, Aeronáutica e Secretaria de Segurança do RJ, implicará menor visibilidade das tropas. "Não há recuo do Exército", informou o Planalto, ao falar sobre o relato feito por Alencar para Lula sobre a ação, que foi alvo de críticas de moradores. "Tudo o que está sendo feito (pelo Exército) foi aprovado pelo presidente", esclareceu o Planalto.Nas conversas com os ministros, Lula disse considerar a ação positiva. Na semana passada, na Inglaterra, ele tinha dito que "o Exército tem de procurar aquilo que é seu". Pouco antes da reunião em Brasília, o chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Leste (CML), general Hélio Macedo, fez declaração semelhante no Rio. Disse que não houve recuo nem erro nem fracasso da ocupação. E que as tropas poderão voltar, caso surjam novas denúncias sobre as armas.

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