TRT julga greve no Metrô abusiva

A greve dos metroviários de São Paulo, que começou à 0h de hoje, foi considerada abusiva pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Caso os trabalhadores não retornem às atividades ainda hoje, a partir do turno das 22 horas, a categoria terá que pagar uma multa de R$ 100 mil. Os metroviários marcaram uma assembléia para as 18 horas, para decidir se voltam ao trabalho ou mantêm a paralisação. A decisão da Justiça será levada à assembléia. De acordo com Flávio Godói, vice-presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, 98% dos trabalhadores aderiram à paralisação. Com a greve dos cerca de 7,4 mil funcionários do metrô, 2,5 milhões de passageiros estão sem poder utilizar o serviço. Por causa da paralisação, o rodízio de veículos está suspenso. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou 129 quilômetros de congestionamento por volta das 9 horas de hoje, ante uma média de 65 quilômetros no mesmo horário. Segundo informações da assessoria de imprensa do Terminal Rodoviário Tietê, por onde circulam aproximadamente 100 mil pessoas por dia, as atividades do local que não dependem do Metrô funcionam normalmente. Os metroviários reivindicam 7,74% de reajuste salarial, 4,14% de produtividade e 7,86% de reposição da inflação, referente ao período entre 1999 e 2000. No início do mês, o TRT determinou 7% de reajuste, 4% de produtividade e manteve o acordo coletivo. O Metrô, no entanto, ofereceu 5,5% de reajuste.

Agencia Estado,

25 de junho de 2001 | 15h44

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