TSE corta propaganda de Campos por pedir voto a Lula

Com o retorno do horário eleitoral gratuito, nesta semana, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou a receber as primeiras reclamações de candidatos que disputarão o segundo turno no dia 29. A pedido da coligação Por um Brasil Decente, que apóia a candidatura do tucano Geraldo Alckmin, o ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu nesta sexta-feira trechos da propaganda do candidato ao governo de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) sob a alegação de que foram pedidos votos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Na ação analisada por Direito, a coligação pró Alckmin argumentou que as imagens e o texto apresentados na propaganda tinham o objetivo de promover a candidatura de Lula ao destacar os programas do governo federal e a popularidade do presidente entre os pernambucanos. O ministro concluiu que há trechos da propaganda com pedido expresso e direto de voto em Lula. Ele observou que essa prática é considerada como invasão e é proibida pela legislação eleitoral e pela jurisprudência do TSE. Por esse motivo, Direito concedeu uma liminar determinando que essas passagens não sejam reapresentadas.O plenário do TSE, integrado por sete ministros, deverá julgar em breve o mérito da ação movida pela coligação Por um Brasil Decente. No mérito, os partidos pró Alckmin querem que o tribunal determine a perda de tempo da propaganda de Lula. Em outra decisão, o ministro do TSE Ari Pargendler rejeitou um pedido de liminar para que fosse suspensa a propaganda da coligação Paraíba de Futuro, do candidato a governador Zé Maranhão, supostamente com mensagens favoráveis à campanha de Lula.Na propaganda, Zé Maranhão afirmava: "Em nosso governo, vamos promover a exploração do petróleo em Souza e na bacia litorânea. Vamos implantar também usinas de biodiesel. Já consegui a parceria do presidente Lula para essas e outras ações que vão gerar 200 mil novos empregos. Com o seu voto, a Paraíba vai ter mais energia e trabalho de verdade". Mas o ministro concluiu que a propaganda tinha o objetivo de reforçar a candidatura ao governo estadual, "socorrendo-se de alegada parceria com o presidente Lula".

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