TSE dá autorização ao PSDB para fiscalizar dados da pesquisa Sensus

Tucanos questionam mudança no registro do levantamento, divulgado na terça, que deu empate entre Serra e Dilma

Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2010 | 00h00

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acatou ontem pedido do PSDB e autorizou a fiscalização dos dados da última pesquisa do instituto Sensus sobre a intenção de voto para presidente da República. Divulgado na terça-feira, o resultado apontou empate técnico entre os pré-candidatos do PSDB, José Serra, e do PT, Dilma Rousseff.

Na avaliação dos advogados, a autorização permitirá a entrada na sede do instituto de dois técnicos ligados ao partido. Eles pretendem coletar dados e ter acesso a planilhas, mapas e à identificação dos entrevistadores. Não é permitida, no entanto, a divulgação da identidade dos entrevistados. A ação está prevista para ocorrer hoje pela manhã.

Os advogados do PSDB questionam alterações feitas no registro da pesquisa junto ao TSE. O nome do contratante, que por lei deve ser apresentado à Justiça Eleitoral, foi alterado pelo Sensus quatro dias após a apresentação dos dados: de Sindecrep passou para Sintrapav (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada e Afins do Estado de São Paulo).

Prazo. O PSDB considerou "suspeita" a troca de identidade. O Sensus alega se tratar de um erro no registro. Os advogados do partido entraram anteontem com uma representação contra o instituto, alegando que a mudança do nome impediria a divulgação da pesquisa na terça-feira.

A lei determina o prazo de cinco dias após a inscrição da pesquisa no TSE para a publicação do resultado. A alteração dos dados, avalia o PSDB, obrigaria uma nova contagem de tempo.

A petição, acatada pelo ministro Joelson Dias, baseia-se no artigo 34 da lei 9.504/97. "Diante do exposto, requer que esse tribunal defira o presente pedido e expeça ofício - a ser entregue aos representantes legais do partido - dirigido ao Sensus, determinando que a empresa dê acesso ao PSDB de todos os dados mencionados no artigo 13 e parágrafo único da resolução 23.190", afirmam os advogados, para quem "é direito líquido e certo do PSDB ter acesso aos dados que a lei lhe franqueia".

O Estado tentou entrar em contato com o instituto, mas não conseguiu até o fechamento da edição.

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