TSE investigará compra de dossiê somente no âmbito eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não atendeu ao pedido dos presidentes do PSDB, Tasso Jereissati, e do PFL, Jorge Bornhausen. O presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello, disse nesta segunda-feira que o tribunal investigará, de fato, um possível elo entre a disputa eleitoral e o dinheiro apreendido na última sexta para compra de documentos.Mello explicou, contudo, que a investigação criminal (como a origem do dinheiro, pedida pelos líderes) não pode ser conduzida pelo TSE, pois é do âmbito da Justiça Federal. Caberá ao TSE, explicou, apurar estritamente os assuntos ligados ao processo eleitoral.Ao chegaram ao Centro Cultural de Justiça, no Rio, Jereissati e Bornhausen levantaram suspeitas de que a PF e o Ministério da Justiça não teriam isenção suficiente para investigar o caso. O motivo é que Passos apontou assessor especial da Secretaria da Presidência da República, Freud Godoy, como um dos responsáveis pela operação."Há uma sensação generalizada de que o submundo do crime está infiltrado nos porões da República brasileira, principalmente no governo e no PT", disse Tasso, no Centro Cultural da Justiça, com o senador Jorge Bornhausen."A investigação tem que ser isenta, transparente e que vá até o fim", disse. De acordo com ele, o TSE poderia fazer esse trabalho com isenção, mas o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, não. "O ministro é um homem íntegro, mas está sujeito a muitas pressões. E são pessoas da intimidade do governo que estão sendo acusadas", completou.O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, chegou pouco depois ao local sem dar declarações à imprensa. Marco Aurélio confirmou ainda que foram encontrados sinais de escuta clandestina em seu gabinete no STF, no gabinete do ministro Cesar Peluso, também do Supremo e do TSE, e no gabinete do ministro do TSE Marcelo Ribeiro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.