TST não chega a acordo para evitar greve de ônibus

O presidente em exercício do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Ronaldo Lopes Leal, não conseguiu obter hoje um acordo entre os sindicatos das empresas de transporte coletivo (Transurb) e dos motoristas de ônibus de São Paulo, na segunda audiência de conciliação para discutir o reajuste da categoria em sua data-base (1º de maio). Segundo a assessoria do TST, o principal objetivo era evitar uma greve da categoria a partir de segunda-feira, quando os motoristas marcaram assembléia. "Infelizmente, não foi alcançado um acordo que evitasse o risco de uma paralisação em São Paulo", lamentou Ronaldo Lopes Leal, após duas reuniões prolongadas entre as partes. Os motoristas propuseram a manutenção da jornada de trabalho de sete horas diárias, acordada em setembro passado, incluídos 30 minutos de almoço, também remunerados, e reposição salarial de 6% sobre o piso mensal salarial de maio de 2001. Essa proposta, exceto os 6%, foi endossada pelo Ministério Público do Trabalho e pelo TST, mas esbarrou na resistência do Transurb - o sindicato alega que essa proposta provocaria "um desequilíbrio" na relação de trabalho, pois a jornada original, fixada na última data-base, foi reduzida de sete horas e dez minutos para sete horas. A partir daí, diversas propostas formuladas não foram aceitas pelas partes. Por fim, o sindicato patronal se dispôs a manter a jornada de trabalho de sete horas diárias e propôs a adoção do sistema de banco de horas para compensar extras. Os condutores, entretanto, só aceitam discutir essa proposta se o cálculo do reajuste for efetuado sobre o valor mensal dos salários. O Transurb não aceitou a proposta e a reunião foi encerrada sem acordo.

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