Tucano critica trem-bala e 'Segurobrás'

A visita do candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, José Serra, à capital do Maranhão foi marcada por críticas a grandes projetos de fim de mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Wilson Lima, ESPECIAL PARA O ESTADO / SÃO LUÍS, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2010 | 00h00

Serra afirmou que falta clareza no projeto do trem-bala, cujo edital de licitação foi lançado ontem, e que a criação da Empresa Brasileira de Seguros pode incentivar a corrupção.

De acordo com o presidenciável, o trem-bala é um projeto que não está claro. "Parece que seria tudo do governo, mas é preciso ver se é isso mesmo", disse, destacando a necessidade de uma avaliação sobre os reais benefícios do projeto. "Podemos gastar R$ 50 bilhões nesse projeto. Mas podemos ligar a soja de Balsas ao Itaqui por muito menos."

As declarações de Serra foram feitas no mesmo dia em que Lula assinou o edital de licitação do projeto. Durante a solenidade, o governo ratificou a participação do BNDES no financiamento de 60,3% da obra, o que deve representar a disponibilidade de R$ 20 bilhões pelo banco, do total de R$ 33,1 bilhões previstos para o projeto.

Segurobrás. Serra também foi ácido ao ser questionado sobre a possibilidade de criação da Empresa Brasileira de Seguros S.A (EBS), que ocorreria por meio de medida provisória assinada por Lula já nas próximas semanas. "Empresa de seguro é uma área potencialmente de muita corrupção. Fazer uma "Segurobrás" é um risco desse ponto de vista", pontuou.

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