Tucanos divergem sobre nome para liderar legenda

A bancada do PSDB da Câmara Municipal de São Paulo começou ontem um cabo de guerra com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), na tentativa de emplacar um vereador na presidência do diretório municipal do partido. Em café da manhã no Palácio dos Bandeirantes, com participação de 12 dos 13 vereadores tucanos, a bancada disse a Alckmin que buscará protagonizar a disputa e, em consequência, dar as cartas para as eleições municipais de 2012.

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2011 | 00h00

A investida dos vereadores vai na contramão dos desejos de Alckmin, que pretende emplacar na sucessão de José Henrique Reis Lobo o secretário de Gestão, Julio Semeghini. No diretório, Semeghini atuaria em favor de uma candidatura chancelada por Alckmin para 2012 e manteria o cenário sob controle para a reeleição do tucano em 2014.

Segundo alguns participantes do encontro, Alckmin disse aos vereadores que se sintam livres para influenciar na decisão do partido. "O governador incentivou a bancada do PSDB a continuar participando das reuniões dos diretórios zonais e dialogando com as lideranças partidárias", afirmou o vereador Floriano Pesaro (PSDB).

Nos bastidores, considera-se "difícil" uma vitória da bancada contra o preferido do governador. "Mas a esperança é a última que morre", afirmou o vereador Gilberto Natalini, para quem a reivindicação é "legítima, dentro da conformidade e da lógica".

Entre aliados do governador, a posição é de que os vereadores precisam antes se alinhar de fato ao "PSDB ativo". "Os vereadores, se quiserem se integrar, têm de buscar as forças políticas ativas do partido", declarou José Aníbal, secretário de Energia.

As eleições do diretório estão marcadas para abril. O cabo de guerra mantém o panorama de 2012 embolado, já que o ex-governador José Serra tem descartado concorrer ao comando da capital, e não há candidato natural à disputa, ao mesmo tempo que a movimentação do prefeito Gilberto Kassab (DEM) permanece indefinida.

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