Tuma volta à campanha ao lado de Aloysio

O retorno às ruas do candidato à reeleição ao Senado Romeu Tuma (PTB), marcado para o início da próxima semana, terá maciço material de campanha cravando a dobradinha recém-pactuada entre ele e o candidato tucano Aloysio Nunes Ferreira.

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2010 | 00h00

Tuma, internado com afonia desde o dia 1º de setembro no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, deve receber alta entre amanhã e segunda-feira, segundo a previsão de assessores. Sua ausência, porém, não impediu costuras na tentativa de alavancar sua candidatura.

Enquanto se recuperava, PTB e PSDB fizeram, no início da semana, um acordo patrocinado pelo candidato tucano ao governo do Estado, Geraldo Alckmin, em que Tuma aparece como segundo voto de Aloysio em santinhos, e vice-versa.

A estratégia tenta bloquear fuga de eleitores após a renúncia de Orestes Quércia (PMDB) para os principais adversários na corrida, Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PC do B).

Para capitalizar ainda mais a união entre as legendas, o acordo prevê que Alckmin grave um depoimento para Tuma utilizar em seu programa eleitoral.

O presidente do PTB paulista, Campos Machado, comemora a distribuição conjunta de material de campanha com Tuma e Aloysio. Segundo ele, são cerca de 100 mil santinhos para os candidatos da coligação tucana.

Além disso, prepara um evento para celebrar a volta do candidato do PTB à campanha. "Vou convidar o Geraldo, o Aloysio e o Serra, se tiver o apoio dele também", afirmou.

Antonio Carbonari, candidato a suplente de Tuma e coordenador de sua campanha, espera que a união dos dois candidatos dê "força" na reta final. Segundo ele, o candidato do PTB está "nervoso, querendo sair logo do hospital".

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