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Tumulto impede julgamento de engenheiro acusado de matar o pai

Era para ser o julgamento do engenheiro agrônomo Frederico Vanetti Araújo, de 32 anos, acusado de matar o pai, Ney Bittencourt de Araújo, de 59, que era presidente da Agroceres, em 1996. Mas acabou com uma promotora saindo do Fórum da Barra Funda de ambulância. Teve de tudo nesta quarta-feira, no 1º Tribunal do Júri: gritos, bate-boca, troca de ofensas, acusações de agressão e gente passando mal, exceto o veredicto da Justiça para uma morte ocorrida há 8 anos.Enquanto todo mundo brigava, o réu chorava: ?Chorei porque vi que ia ser adiado mais uma vez?, afirmou Frederico, que se dizia frustrado. ?Sou inocente e não estou tendo chance de provar isso.? O engenheiro é defendido pelo escritório que era do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.O motivo da briga foi um pedido feito na última terça-feira pela advogada Dora Cavalcanti Cordani para que o juiz retirasse do processo um documento com respostas de peritos a questões da promotoria e que fosse indeferido o depoimento desses peritos.O juiz Eduardo Francisco Marcondes comunicou nesta quarta, no início da sessão, que atenderia ao pedido, mas que iria ouvir antes a acusação. Foi aí que tudo começou. Contrariada, a promotora Eliana Passarelli iniciou um caloroso debate. O juiz mandou a PM esvaziar o plenário, enquanto todos ?conversavam? na sala secreta.Mas os gritos podiam ser ouvidos do corredor. A promotora acusou o advogado Luiz Fernando Pacheco de ter atirado o processo em seu braço. Ele garante que deu um murro na mesa e a promotora partiu para cima dele para agredi-lo. O julgamento acabou adiado pelo juiz ? que também passou mal, com pressão alta ? ?por falta de serenidade?.As testemunhas, entre elas o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, foram dispensadas.Com crise de hipertensão e um ferimento no braço, a promotora foi embora de maca numa ambulância do Hospital Albert Einstein. A PM ? responsável pela segurança do Fórum, que já teve dois atentados a bomba ?, usou bicicletas, patinetes e até um carro para garantir que a ela saísse sem ser vista.

Agencia Estado,

12 de março de 2003 | 22h39

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