Wilton Junior/AE
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Tumulto marca sessão da CPI dos Ônibus na Câmara do Rio

Houve confusão entre manifestantes e apoiadores nas galerias e mulher jogou tênis no relator da comissão parlamentar de inquérito

Clarice Cudischevitch, O Estado de S. Paulo

22 de agosto de 2013 | 10h15

Atualizado às 14h30.

RIO - Começou com tumulto a primeira audiência pública da CPI dos Ônibus na Câmara Municipal do Rio. Cerca de cem pessoas acompanham a sessão. Em uma galeria, os manifestantes chamavam os apoiadores dos vereadores de milicianos, e eles respondiam os chamando de "bandidos, vândalos, maconheiros e discípulos do Freixo".  A polícia faz um cerco na entrada da Câmara, limitando a passagem de pessoas. Os defensores dos vereadores tentaram agredir manifestantes nas galerias, mas foram impedidos. Há seguranças nas duas galerias. Uma mulher jogou um tênis na direção da mesa onde estavam os vereadores da comissão e foi retirada. A sessão foi encerrada por volta das 13 horas e houve briga do lado de fora da Casa.

Em meio aos gritos de protesto de ambos os lados, o secretário municipal de Transportes, Carlos Osório, falou sobre a evolução do sistema de transporte no Rio. Ele reconheceu que a qualidade ainda não é suficiente, mas ressaltou que o Estado do Rio é o que mais investe em transporte no Brasil. Os manifestantes cobraram o bondinho de Santa Teresa, que não funciona desde um acidente que deixou seis mortos em de 2011.

Eles ficaram cerca de cinco minutos de costas gritando "não, não, não me representa", e os apoiadores responderam com "sim, sim, me representa sim". Os manifestantes acusam o grupo de ser formado por milicianos e de terem recebido R$ 250 para participar da audiência.

Os vereadores de oposição encaminharam uma nota à imprensa informando que estão na Câmara, mas que não participam da sessão, incluindo o membro Eliomar Coelho (PSOL), que propôs a comissão, porque as sessões ordinárias não acontecem há mais de uma semana e os recursos administrativos apresentados por eles, contrários à composição da CPI, não foram apreciados pelo plenário.

Senhas. Antes da sessão, um grupo de manifestantes simulou uma dedetização de baratas, em referência ao empresário Jacob Barata Filho, conhecido como rei dos ônibus. Manifestantes também usam máscaras dos vereadores do PMDB Chiquinho Brazão e Professor Uóston, respectivamente presidente e relator da comissão, que são da base governista. Na galeria oposta à que estão instalados os manifestantes, apoiadores dos vereadores estenderam uma faixa que diz "deixa a CPI trabalhar". Em resposta à presença deles, os manifestantes cantaram "Brazão, eu não me engano, seu coração é miliciano".

A assessoria da Câmara informa que a capacidade do plenário é de cerca de 160 pessoas. Senhas foram distribuídas do lado de fora para os que chegavam. 

Na quarta à noite, a Justiça negou a suspensão da sessão desta quinta. O mandado de segurança foi ajuizado por vereadores de oposição.

 
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