Túnel para fuga de presídio tinha luz e ventilação

Um túnel com 60 metros de comprimento, 1,5 m de altura e um metro de largura estava sendo construído, a partir de uma edícula, para dentro do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. A passagem serviria para a fuga de vários narcotraficantes e assaltantes de bancos. Uma das celas do pavilhão onde estão os presos condenados por esses crimes já estava sendo preparada para a servir como entrada do túnel, que contava com ventilação e luz elétrica. Baseados em denúncias, membros do Serviço Reservado da Polícia Militar (PM-2), começaram investigar o caso há 15 dias, contando inclusive com a parceria da Força Aérea Brasileira. Segundo o diretor da Agência de Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul, major Gustavo Davi Gonçalves, a FAB sobrevoou a área, fez o monitoramento da obra e fotografias áreas. A estimativa é de que a quadrilha estaria trabalhando há 70 dias no terreno vizinho à prisão, onde foram detidos Adriano Pontes dos Santos, Abel Cordeiro dos Santos, Clair Cardoso Rodrigues, todos com 25 anos, Rogério Gomes de Oliveira, 24 anos, Telio da Silva Pereira, 26 anos e o menor W.G., 16 anos. Cada um deles receberia R$ 20 mil pelo trabalho. Conforme explicou o major Gustavo, o túnel "é uma obra de engenharia", com energia elétrica, ventilação, estrutura para evitar desabamento e projetado para 160 metros. A construção era dirigida por coordenadas transmitidas de uma aeronave, que sobrevoava o presídio durante a noite. A edícula onde a obra era recém-construída, e ficava em terreno todo murado. Toda a terra estava sendo depositada na edícula, distante 70 metros do muro do presídio. Segundo policiais que trabalharam nas investigações, no mínimo R$ 60 mil foram gastos na construção do túnel. Os operários presos estão sendo ouvidos na Delegacia Especializada de Roubos e Furtos. Nenhum deles sabe quem financiou a obra, porém informações ainda não confirmadas dão conta de que o túnel foi encomendado por uma quadrilha de assaltantes de bancos, do Paraná.

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