Polícia Nacional do Paraguai/Divulgação
Polícia Nacional do Paraguai/Divulgação

Túnel para roubo no Paraguai é descoberto; polícia suspeita de PCC

Passagem subterrânea daria acesso a cofre de transportadora de valores em Ciudad del Este; envolvimento da facção é investigado

Joana Lopes, Especial para O Estado

16 de julho de 2014 | 22h43

FOZ DO IGUAÇU - Seis pessoas foram presas depois que seguranças de uma transportadora de valores de Ciudad del Este, no Paraguai, descobriram um túnel que daria acesso ao cofre da empresa. Segundo a Polícia Nacional, a escavação pode ter sido financiada pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As investigações que podem apontar a participação de brasileiros no plano de roubo serão feitas em conjunto com a Polícia Federal (PF).

O túnel de cerca de 350 metros saía do cômodo de um imóvel que, de acordo com o proprietário, havia sido alugado para um suposto brasileiro e seguia por três quadras até o pátio da empresa. Foram pagos o equivalente a R$ 25 mil pelo aluguel antecipado. A escavação estreita e com cerca de um metro de altura tinha até 15 metros de profundidade em alguns pontos. "A estrutura que vimos aqui, com sistema de ventilação e até de comunicação, provavelmente foi projetada por arquitetos ou engenheiros", apontou o chefe das investigações Baldomero Jorge Benítez.

O plano de assalto que deveria ser concluído no domingo, 13, durante a final da Copa do Mundo já vinha sendo investigado pela polícia paraguaia. "Tínhamos informação que um grande assalto estava sendo planejado. Por isso, havíamos alertado bancos e transportadoras de valores da região para que reforçassem a segurança", completou ao observar que a escavação teve início há cerca de oito meses e só foi descoberta por um erro de cálculo.

Por causa de uma explosão provocada durante a partida entre a Alemanha e a Argentina, parte do túnel que deveria terminar próximo ao local do prédio onde fica o cofre acabou cedendo a cerca de sete metros do alvo, ainda no pátio da empresa, chamando a atenção dos seguranças na madrugada de segunda-feira, 14. Os rojões soltos durante o jogo teriam disfarçado o som dos explosivos usados pela quadrilha.

Pelas características, a Polícia Federal suspeita que envolvidos no assalto ao Banco Central do Brasil em Fortaleza (CE), em 2005, também tenham participado do planejamento do assalto no Paraguai. Na época, foram levados cerca de R$ 164 milhões dos cofres.

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