Túnel tem reabertura parcial e bate-boca

Prefeitura e Cedae trocam acusações e tráfego segue caótico

Pedro Dantas, O Estadao de S.Paulo

30 Outubro 2007 | 00h00

Enquanto a população do Rio sofre com o trânsito caótico, autoridades trocam acusações e insultos sobre a responsabilidade pelo deslizamento de terra sobre o Túnel Rebouças. A passagem foi reaberta parcialmente ontem, mas o trânsito continuou moroso na zona sul e em parte da zona norte. O novo bate-boca foi causado pelo terceiro cano rompido apresentado pelo secretário municipal de Obras, Eider Dantas, como causa para o desmoronamento. "Está mais do que comprovado que a causa do deslizamento foi o vazamento", disse Dantas que acusou o presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Wagner Victer, de cortar o abastecimento de água para o Morro Cerro-Corá, localizado acima do túnel "para que os vazamentos não fossem descobertos". "Ele devia ter nos apresentado o vazamento para trabalharmos juntos. Mas é uma vedete, gosta dos holofotes. Ficou oito anos mamando nas tetas da Rosinha e do Garotinho (ex-governadores do Rio) e agora mama nas tetas do Cabral", acusou Dantas. O secretário de Obras já tinha apresentado dois canos como suposto motivo do vazamento. O primeiro foi descartado como causa porque tinha só meia polegada. O outro, Dantas admitiu ontem, era de uma tubulação da prefeitura. O presidente da Cedae disse que o cano apresentado ontem fica a 100 metros de onde ocorreu o deslizamento.Victer disse que não comentaria as acusações do secretário "por educação e formação". Mas foi irônico: "qualquer crítica vinda dele enriquece o meu currículo profissional." REABERTURA O secretário municipal de Transportes, Arolde de Oliveira, disse que a adoção do rodízio de veículos, nos moldes do que existe em São Paulo, está "praticamente descartado, porque o túnel será reaberto quarta (amanhã), às 5 horas". Mas as obras de contenção na encosta devem demorar seis meses.

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