Turismo em Santa Catarina estima perda de R$ 120 milhões

Estimativa da Secretaria era de R$ 928 milhões ou mais; para presidente da Santur temporada não será afetada

Renato Machado, Vitor Hugo Brandalise e Sandra Hahn,

27 de novembro de 2008 | 00h02

O setor de turismo também foi atingido pela tragédia. A Santa Catarina Turismo (Santur), empresa ligada à Secretaria do Turismo do Estado, estima em R$ 120 milhões os prejuízos em menos de uma semana. Segundo seu presidente, Valdir Walendowsky, as chuvas esvaziaram cerca de 50% da rede hoteleira. "E isso é só o início da cadeia, porque aí sofre também o comércio", disse.     Veja também Lula libera R$ 1,6 bi para vítimas Defesa Civil abre conta para doações Mapa do estrago Blog: envie seu relato Veja galeria de fotos dos estragos em SC   A estimativa de Walendowsky baseia-se no que foi movimentado pelo turismo no Estado em novembro de 2007: R$ 928 milhões. "Esperávamos a mesma quantia ou mais para esse ano, mas tivemos uma semana praticamente perdida." O presidente da Santur diz que a situação deve melhorar a partir da próxima semana, quando grande parte das estradas estarão desobstruídas.   Mas a Santur diz que a temporada de verão não será prejudicada. Segundo Walendowsky, as praias e os aeroportos não foram atingidos, o que possibilita a chegada de turistas. O governador Luiz Henrique da Silveira declarou que os investimentos do governo federal ajudarão a recuperar a infra-estrutura a tempo.   Abastecimento   O clima adverso dos últimos meses, com excesso de umidade, baixa insolação e variações de temperatura, dificultou o preparo do solo para as culturas de verão, onde os produtores já semearam quase 90% da área destinada ao milho, 60% do feijão e 98% do arroz. A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri) do Estado fez levantamento preliminar dos problemas. O milho, que abastece indústrias de aves, suínos e pecuária leiteira,não sofreu grandes prejuízos, pois é pouco relevante nas regiões prejudicadas.   Nas lavouras de arroz, os problemas variam de acordo com a região e o estágio de desenvolvimento da cultura. As regiões mais atingidas estão no Baixo e Médio Vale do Itajaí e Criciúma, que representam cerca de 27% da área cultivada. Levantamento preliminar indica perdas de 10% a 20% da produção. Algumas áreas poderão ser replantadas. Nas áreas de fumo, as perdas devem ficar entre 10% e 15%. Produtores cultivaram quase 45% da área destinada à soja e o trabalho segue em ritmo normal. A soja é semeada em regiões nas quais o clima segue normal e também é plantada mais tarde.

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