Turista é preso em Fortaleza por beijar filha de 8 anos na boca

Ele foi enquadrado na nova lei do estupro; mulher o defendeu e disse que ato é considerado normal na Itália

Lauriberto Braga, especial para O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2009 | 18h10

O turista italiano Guliano Tuze, de 40 anos, está preso em Fortaleza. Ele é acusado de fazer carícias íntimas em público e beijar na boca da filha, de 8 anos de idade. O italiano foi enquadrado na nova lei do estupro, que entrou em vigor na terça-feira. A nova lei estabelece como violência sexual toques corporais e até um beijo forçado. Tuze está numa cela comum com outros 15 presos, no 2º Distrito Policial, mas deve ser transferido para Delegacia de Capturas.

 

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A criança foi atendida nesta quinta-feira, 3, na Delegacia de Combate aos Crimes de Exploração da Criança e do Adolescente. A menina, segundo a delegada Ivana Timbó, foi ouvida por psicólogas e assistentes sociais. "Tenho 10 dias para mandar o caso para o Poder Judiciário. Vou convocar testemunhas para apurar o caso", disse a delegada, informando que a criança não acrescentou muita coisa em relação se tinha sido molestada.

 

Tuze está de férias em Fortaleza com a família. Ele acabou sendo preso em flagrante pelo delegado José Barbosa Filho, na tarde de quarta-feira, quando testemunhas presenciaram-no fazendo carícias íntimas na menina e a beijando, na piscina da barraca Crocobeach, na Praia do Futuro.

 

A mulher de Tuze, que é brasileira, defendeu o italiano, dizendo que os carinhos são comuns na relação pais e filhos na Itália. O advogado do turista, Flávio Jacinto, pretende entrar com um pedido de relaxamento da prisão. Mas pelo fato de ter sido lavrado o flagrante, Tuze terá que aguardar 10 dias para conclusão do inquérito policial.

 

O advogado junta documentação para tentar provar a idoneidade de Tuze. Em depoimento o italiano disse que apenas deu um "selinho" na filha. Ele pode pegar pelo crime de estupro vulnerável de oito a 15 anos de detenção.

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