Turista em lua-de-mel morre afogado em praia de Alagoas

Ele foi tentar salvar a esposa que se afogava num trecho impróprio para banho, segundo bombeiros

Ricardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2008 | 17h54

O turista paulista Rogério Amorim, de 22 anos, morreu afogado na manhã desta terça-feira, 22, na Praia do Francês, no litoral sul de Alagoas, a 32 quilômetros de Maceió. Rogério estava com sua mulher, Leila dos Santos Amorim, de 23 anos, tomando banho em trecho da praia usado por surfistas.   Segundo testemunhas, Leila estava se afagando, quando Rogério tentou salvá-la foi puxado pela correnteza e morreu afogado. Leila foi atendida por uma equipe local do Corpo de Bombeiros e levada para um hospital de Maceió, onde recebeu tratamento médico e foi liberada para providenciar a liberação do corpo do marido.   Rogério e Leila se casaram no último sábado e estavam em lua-de-mel em Alagoas, acompanhados de um grupo de turistas, que vieram de uma excursão organizada pela Companhia de Viagens CVC. O que era para ser uma viagem inesquecível terminou em tragédia e deixou o grupo de turistas traumatizado. Os funcionários da companhia de turismo estiveram no Instituto Médico Legal (IML) Estácio de Lima, com os documentos necessários para a liberação do corpo do turista, que deve ser levado de volta para São Paulo, onde será sepultado.   Os funcionários do IML comentaram que o veículo do instituto teve dificuldade para chegar ao trecho da praia, onde o corpo do turista foi encontrado morto em um banco de areia, por pescadores. Eles disseram que era um trecho de areia, de difícil acesso para carros sem tração nas quatro rodas, por isso o carro chegou a atolar, mas foi empurrado e conseguiu recolheu o corpo do turista.   Segundo o tenente João Luiz, do Corpo de Bombeiros, o casal mergulhava em um trecho de praia muito perigoso, considerado impróprio para banho, mas que mesmo assim vem usado por banhistas afoitos, que ignoram as placas de perigo espalhadas pelo local. "Se o casal tivesse tomando banho no trecho usado pelas famílias, tinha evitado essa tragédia", comentou.   Para o major Lacerda, da reserva do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, que estava na praia no momento do afogamento do casal, a estrutura dos bombeiros alagoanos é insuficiente para socorrer vítimas como Rogério Amorim, devido à falta de equipamentos. "Já que é uma praia com histórico grande de afogamentos, os bombeiros deveriam ter o mínimo de estrutura mínima de salvamento e não só pé-de-pato", reclamou.

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