Flavia Alemi/ Estadão
Flavia Alemi/ Estadão

Turistas brasileiros são detidos em Machu Picchu por dano ao patrimônio

Segundo autoridades, seis estrangeiros foram presos no domingo, 12, entre eles dois brasileiros; grupo teria acessado áreas restritas e depredado local considerado sagrado

Da Redação, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2020 | 18h50

Seis turistas estrangeiros, entre eles dois brasileiros, foram presos por autoridades peruanas no domingo, 12, por danificar a cidadela inca de Machu Picchu. Foram detidos os argentinos Nahuel Gómez, de 28 anos e Leandro Sactiva, de 32 anos, a francesa Marion Lucie Martínez, de 26 anos, o chileno Favián Eduardo Vera, de 30 anos, e os brasileiros Cristiano da Silva Ribeiro, de 30 anos e Magdalena Abril, de 20 anos. 

Segundo autoridades, os seis turistas entraram na cidadela no sábado, 11, estiveram em áreas restritas e danificaram o famoso Templo do Sol, construído com blocos de granito cerca de seis séculos atrás para adorar o Sol, a maior divindade dos Incas. Gómez teria confessado às autoridades que extraiu uma pedra de um muro da cidadela que, ao cair de uma altura de seis metros, causou uma fenda no chão do Templo do Sol. A Diretoria Regional de Cultura de Cusco também afirma que alguns deles defecaram no local, considerado sagrado.

Gómez está detido na delegacia de Machu Picchu. As autoridades levaram os outros cinco detidos à Unidade de Segurança do Estado de Cusco, a 80 quilômetros de Machu Picchu, onde as autoridades de imigração e o judiciário decidirão qual os próximos passos do processo. Um porta-voz da polícia de Cusco afirmou à AFP que os cinco detidos serão deportados, mas não especificou quando isso irá acontecer. 

A lei peruana estabelece penas de pelo menos quatro anos para quem depreda o patrimônio cultural.

Não é a primeira vez que Machu Picchu sofre deterioração por ação humana. Em 2000, o famoso Intihuatana, ou relógio solar de pedra dos incas, foi danificado durante as filmagens de um anúncio de cerveja, quando o braço de um guindaste caiu em uma extremidade da estrutura. Em Cusco, alguns turistas danificaram a herança inca. Em 2017, três argentinos e um colombiano foram presos por pintar paredes do centenário.

Além disso, em 2004, dois chilenos foram presos por pintar paredes incas naquela cidade. Depois de seis meses na prisão, eles retornaram ao país graças a um acordo extrajudicial que incluiu uma reparação civil de US$ 100 mil. 

A Unesco declarou Machu Picchu Patrimônio da Humanidade em 1983 e, em 2007, o local foi escolhido como uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno em uma pesquisa global na Internet. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.