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Turistas brasileiros trocam diárias de hotel por aluguel de casas em Orlando

Imóvel com quatro quartos para até oito pessoas custa em média US$ 150; economia e praticidade atraem famílias e grandes grupos

Nataly Costa,

14 de julho de 2012 | 16h55

Não basta ser o número um no ranking de turistas estrangeiros que mais gastam na Flórida. Não basta lotar parques da Disney, outlets e restaurantes. O brasileiro agora quer se sentir como um local. Saem de cena os hotéis três estrelas sem café da manhã e entram os casarões em estilo americano, com piscina, sótão, quintal e garagem. A moda agora em Orlando é alugar.

 

A clientela brasileira da Orlando Fun Rentals, uma das agências que atuam na área, mais do que dobrou nos últimos três anos. Em todo o mercado de locação de casas e apartamentos da cidade, brasileiros já respondem por 30%.

“Antes, os pais mandavam as crianças para a Disney com excursão. Agora, cada vez vêm mais famílias, que não cabem em um quarto de hotel”, diz o corretor e dono da Orlando Fun Rentals, Martônio Pinto, brasileiro que mora há 26 anos nos Estados Unidos.

Dona de uma casa que mantém apenas para alugar em Orlando, a empresária americana Gina Medina diz que os brasileiros “estão em toda parte” por lá. “Pelo menos 50% dos meus clientes são brasileiros. Eles geralmente vêm em duas famílias. Mesmo na alta temporada, acaba saindo mais barato.”

A relação custo-benefício é boa. Em média, uma casa de quatro quartos para até oito pessoas sai por US$ 150 a diária - a mesma quantidade de pessoas só caberia em dois quartos grandes de hotel a US$ 100 por dia, ou distribuídas em quartos duplos de US$ 90 a diária em hotéis duas estrelas.

Quanto maior a casa, maior a economia: casarões de sete quartos para 14 pessoas saem entre U$ 250 e U$ 300. “No começo, era um tabu tirar as pessoas desse esquema de pacote com hotel. Mas o viajante brasileiro é inteligente. Começou a descobrir esse outro tipo de hospedagem, que dá uma economia de até 30% no preço da viagem”, conta Fabiana Koffler, brasileira diretora da Koffler International, especializada em vender e alugar imóveis no sul da Flórida - apartamentos de luxo em Miami também têm procura grande dos brasileiros.

Kissimmee. Uma curiosidade é que em Orlando o aluguel de casas para curta temporada - menos de seis meses - é proibido por lei. Os turistas, em sua maioria, ficam nos condomínios residenciais de Kissimmee, a 15 minutos da entrada dos principais parques da Disney - ainda mais perto que o centro de Orlando, que fica a meia hora dos parques. Kissimmee também é mais perto do templo das compras dos brasileiros na cidade, o outlet Florida Mall.

Português vira língua oficial de corretores

Atento à presença brasileira na Flórida, o mercado imobiliário de Orlando passou a contratar profissionais fluentes no português para atender clientes brasileiros. A prática já é adotada também em parques da Disney e lojas de shoppings da cidade e de Miami.

Fabiana Koffler, da Koffler International, colocou à disposição dos clientes um número gratuito que cai direto em seu celular. Se não pode atender, ela recorre a um time de funcionários prontos para qualquer urgência.

“Nesses dias mesmo uma pessoa colocou algumas coisas no cofre da casa e não conseguia mais abrir. Corremos para ajudar”, conta. Em Miami, é Fabiana quem entrega as chaves para o locatário.

Com sede em Ribeirão Preto, a agência Happy Day, especializada em locação de casas para brasileiros em Orlando, não tem escritório na cidade americana, mas tem um “embaixador” para atender a clientela. “Também já oferecemos a casa com uma minivan na garagem, para a pessoa não ter nem o trabalho de alugar o carro”, diz a dona da agência, Noêmia Abadia.

Aparentemente, a compacta Kissimmee, com 62 mil habitantes, já ficou pequena para a quantidade de brasileiros que querem se hospedar por lá. “Agora em julho já estamos alugando casa para Natal e réveillon”, conta Noêmia. / N.C.

 

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