Turistas no Rio poderão notificar crimes durante o réveillon por e-mail

Após dois assaltos a hotéis de Copacabana na noite de Natal, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) convocou a imprensa para apresentar o "esquema de segurança para o réveillon", uma parceria com a Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat) e o Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur). Na prática, porém, a única medida nova anunciada foi um formulário-padrão que será distribuído pela Polícia Civil aos hotéis e permitirá a comunicação de crimes contra turistas por e-mail. O objetivo, segundo o delegado Fernando Veloso, titular da Deat, é diminuir a "cifra negra", a subnotificação. Isso ocorre quando, por exemplo, um turista não vai à delegacia registrar ocorrência. Apesar da violência, o presidente local da ABIH, Alfredo Lopes, comemorou as taxas de ocupação dos 28 mil quartos disponíveis em hotéis da cidade: 92% do Leme, na zona sul, à Barra da Tijuca, na zona oeste; e 88% do Flamengo, na zona sul, ao centro. "Os paulistas voltaram a privilegiar o Rio. Eles representam cerca de 60% da ocupação, que hoje já é 12% superior à do réveillon passado", disse Lopes. Ele atribui o aumento ao "sucesso" dos Jogos Pan-Americano e à eleição do Cristo Redentor como uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo. "Acho que vamos chegar muito perto de 100% este ano." No dia 31, haverá 1.995 policiais civis e 1.100 guardas municipais de plantão na Operação Réveillon. A Polícia Militar ainda não informou qual será o efetivo. Já o Corpo de Bombeiros terá 200 homens de prontidão. A prefeitura estima que cerca de 2 milhões de pessoas deverão ir a Copacabana. Vinte e duas mil bombas serão disparadas de oito balsas. Após a queima, que deverá durar 16 minutos, haverá show do DJ Marlboro e apresentação de escolas de samba. Fiscais farão barreiras nas 34 ruas que dão acesso à Avenida Atlântica para tentar impedir a entrada de pessoas com garrafas de vidro. Depois da festa, 2.894 garis vão limpar a sujeira.

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