Turistas são resgatados após 15h do naufrágio

Os empresários Wagner Sacchelli, de 47 anos, José Carlos Marinho, de 53 anos e o marinheiro Armando Correa Filho, de 39 anos, foram resgatados por um helicóptero da Marinha depois de ficarem cerca de 15 horas boiando em alto mar. Como faziam sempre, os três saíram para pescar no barco de passeio Toramina, e prometeram à família que voltariam até a meia-noite. "Como choveu muito forte, ficamos preocupados, mas imaginamos que eles estivessem ficado em algum lugar seguro, impedidos de voltar", contou a mulher de José Carlos, Maria Isabel Marinho. A família dos sobreviventes estava no Guarujá e faria um passeio marítimo no domingo. A tempestade começou a encher a embarcação de água, que teve pane mecânica e perdeu a direção. "Neste momento enchemos uma caixa com algumas coisas que iríamos precisar, colocamos os coletes salva-vidas e pulamos na água com um bote", contou o empresário Sacchelli. A lancha, de cerca de 21 metros, afundou. Por volta das 23 horas do sábado, os tripulantes conseguiram contato, via rádio, com o Corpo de Bombeiros, que iniciou as buscas. "Nosso bote também foi embora e ficamos apoiados na caixa, rezando, para que conseguissem nos localizar." A correnteza foi levando os empresários e o marinheiro para os lados do Litoral Norte, por cerca de 23 quilômetros. A temperatura da água era de 23 graus, segundo os bombeiros. "Um dos piores momentos foi quando meu cunhado começou a ficar nervoso e queria abandonar a caixa, sair nadando. Começamos a ficar desesperados, ninguém merece morrer desta forma." Além das embarcações da Marinha e do Corpo de Bombeiros, um rebocador da Dersa também saiu a procura dos náufragos, mas não conseguiu localizá-los. As buscas foram retomadas na manhã deste domingo. O resgate dos sobreviventes aconteceu às 14h55, quando foram localizados pelo helicóptero da Marinha na Ponta da Cela, no início do Canal de São Sebastião. Os sobreviventes prestaram depoimento na Delegacia da Capitania dos Portos de São Sebastião e depois seguiram de helicóptero para o Guarujá, onde as famílias aguardavam ansiosas. "A gente só acredita que tudo terminou bem quando pudermos vê-los", disse, aliviada, Maria Isabel.

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