Tasso Marcelo/AE
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Turnowski nega que tenha vazado informações e vai depor de novo à PF

Ex-chefe da Polícia Civil do Rio foi afastado após protagonizar crise na Segurança do Estado ao acusar colega

Bruno Boghossian, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2011 | 12h24

RIO - O ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Allan Turnowski, negou que tenha vazado informações sobre a Operação Guilhotina a agentes suspeitos de corrupção e disse que está disposto a prestar novo depoimento à Polícia Federal sobre o caso. Ele deixou o cargo ontem, após uma reunião com o secretário de Segurança Pública do Estado, José Mariano Beltrame.

 

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Em sua primeira entrevista após ter sido afastado do comando da instituição, Turnowski afirmou à rádio BandNews que desconhecia a operação da PF e que, portanto, não poderia ter alertado o inspetor Christiano Gaspar Fernandes, preso no último sábado. "Eu não sabia da operação, então como vazar o que não sei? De repente, numa virada, você passa de testemunha a principal alvo do vazamento de uma operação que você desconhece. Você não sabe quem está grampeado e sequer se a operação continua", disse.

 

Turnowski alegou que, durante a investigação da PF, em 2010, foi informado por um policial federal que uma escuta telefônica havia registrado a prisão de um criminoso por Christiano. O então chefe da Polícia Civil teria entrado em contato com o inspetor para pedir que o preso fosse levado à delegacia. Turnowski disse que acreditava que o telefone do bandido estava grampeado, e não a linha do policial.

 

O ex-chefe de polícia afirmou, durante a entrevista, que vai prestar um novo depoimento à Polícia Federal sobre a suspeita, mas que pedirá a presença de um representante do Ministério Público durante a sessão. "Eu quero e vou depor, mas vou pedir a presença do Ministério Público para que haja transparência nas informações", declarou.

 

Turnowski foi afastado dias depois de protagonizar uma crise dentro da Polícia Civil ao acusar de corrupção o delegado Claudio Ferraz, homem de confiança do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. "Acho que a crise chegou a um patamar que deixou minha permanência inviável para a instituição e para a sociedade. É claro que eu gostaria de ter permanecido, mas numa situação diferente", disse. "Agora cabe à Dra. Martha Rocha, que é uma excelente delegada, tocar a Polícia Civil."

 




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