TV sindical pega carona no número de Dilma

Vem aí a TV dos Trabalhadores (TVT), do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, berço da formação sindical e política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Será inaugurada no dia 13 - número da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff.

João Domingos / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2010 | 00h00

Afora os simbolismos da data da inauguração, a TVT pretende ser um instrumento de diálogo com os movimentos sociais e porta de entrada dos trabalhadores no mundo das comunicações, na definição do presidente do sindicato, Sérgio Nobre, que hoje ocupa o lugar que foi de Lula no fim dos anos 1970 e início dos anos 80. Foi justamente no governo de Lula que o sindicato conseguiu sua TV.

A TVT é a primeira emissora de televisão de uma entidade de trabalhadores. Há 23 anos o sindicato teve negado seu primeiro pedido de concessão ao Ministério das Comunicações. Repetiu a solicitação por mais três vezes e todas foram também rejeitadas.

Em 2005, no terceiro ano do primeiro mandato de Lula, foi enfim autorizada a concessão. A outorga, porém, só saiu no ano passado. E foi dada à Fundação Sociedade Comunicação, Cultura e Trabalho, criada em 1991 pelo sindicato. Seu presidente é Valter Sanches, também diretor de Comunicação do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Segundo Sanches, a TVT vai operar durante 24 horas. Transmitirá em VHF, UHF, cabo e internet. Já fez convênio com as TVs Câmara e Brasil - esta, antiga TV estatal, transformada em pública por Lula. Em equipamentos, foram gastos entre R$ 1 milhão e R$ 1,2 milhão, disse Sanches. Os custos mensais para a operação da TV serão de R$ 400 mil, incluídos os salários dos 70 profissionais contratados.

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