UDR culpa Planalto pela ''impunidade no campo''

Para Nabhan Garcia, a violência no campo é contra o proprietário, ''que teve sua terra[br]invadida, saqueada''

Lucas de Abreu Maia, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2010 | 00h00

Presidente nacional da União Democrática Ruralista (UDR), o agropecuarista Luiz Antonio Nabhan Garcia criticou ontem as ocupações feitas pelo MST. "Se existe violência no campo, quem sofreu violência foi o proprietário, que teve sua terra invadida, saqueada", reclamou.

Na opinião dele, as invasões aumentaram durante o governo Lula "por conta da política de impunidade que existe". "A UDR criou o cerco jurídico. Se no governo Lula havia uma invasão, nós denunciávamos e cobrávamos uma ação. Isso aconteceu de um modo geral em todo o País", comentou. "Toda ação gera uma reação. O proprietário tentou fazer sua fazenda mais produtiva, e se proteger com o cerco jurídico."

Para o deputado Onyx Lorenzoni (DEM), vice-presidente da CPI mista que investiga repasses da união para entidades ligadas ao MST, o aumento do conflito no campo é causado pelos repasses de recursos do governo a entidades ligadas ao MST. "Com mais dinheiro, lógico que vão invadir mais", afirmou.

Segundo Lorenzoni, "não há dúvidas de que o número de invasões aumentou e que toda ação gera uma reação". E acrescentou: "Quem atribui o aumento nos conflitos aos proprietários precisa tirar os óculos da ideologia. É um desserviço a quem defende a reforma agrária no País."

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