Uerj apura denúncia de estupro de aluna no câmpus

Estudante diz ter sido atacada por aluno no estacionamento durante uma festa; suposto agressor foi espancado por colegas

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

23 Maio 2013 | 11h22

RIO - A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) abriu sindicância para apurar denúncia de estupro feito por uma aluna. Ela contou que foi atacada no estacionamento da instituição, durante festa organizada pelo Diretório Central do Estudantes (DCE), no último dia 11. O estudante acusado do estupro foi espancado pelos colegas.

Em nota, a reitoria da Uerj informou que a sindicância - a cargo de uma comissão formada por mulheres - terá 30 dias para apurar tanto o estupro quanto a agressão ao rapaz. O estudante acusado de estuprar a jovem foi afastado das atividades acadêmicas. "Caso seja comprovada a sua responsabilidade, ele será desligado sumariamente dos quadros da Uerj, resguardado o seu direito de defesa e contraprova", informou a nota, assinada pelo reitor, Ricardo Vieiralves.

De acordo com relato da jovem, ela participava da chopada e teve rápido relacionamento com o estudante que a atacou. Logo depois, ela se envolveu com uma estudante, o que teria provocado a raiva do rapaz. Ele a teria atacado quando a jovem urinava entre os carros estacionados.

"A reitoria da Uerj manifesta sua profunda tristeza e pesar por esta situação. Todos esses atos de barbárie foram cometidos por estudantes da Uerj. Atos de violência contra mulheres, linchamentos, racismo, homofobia não são toleráveis nem podem ter qualquer espécie de complacência ou de justificativa. Devem, sim, ser execrados, desprezados e punidos de maneira exemplar", escreveu o reitor, que também proibiu festas no câmpus.

A reitoria vai apresentar ainda resolução ao Conselho Universitário para que atos de violência contra a mulher, homofobia, racismo e antissemitismo possam ser punidos. "Creio que está na hora de legislarmos sobre essas questões e atuar para que nunca mais fatos como estes ocorram na universidade", escreveu o reitor.

O caso de estupro da jovem foi registrado na 18.ª Delegacia de Polícia (Praça da Bandeira). A estudante passou por exame de corpo de delito. O delegado Fábio Baruke requisitou as imagens das câmeras de segurança.

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