UFABC adere à greve e número de federais paralisadas chega a 50

Sindicato estima que mais de 500 mil alunos estão sem aulas por conta da paralisação, que já dura 19 dias

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

05 Junho 2012 | 15h03

Na véspera de completar vinte dias, a greve de professores da universidade federais ganha a adesão de mais uma instituição de São Paulo nesta quarta-feira, 5. A Universidade Federal do ABC (UFABC) decidiu hoje pela greve. A paralisação já conta com 50 instituições federais de ensino e o sindicato estima que mais de 500 mil alunos estão sem aulas por conta da greve.

Na UFABC, os docentes cruzaram os braços por tempo indeterminado. Os técnicos administrativos entrarão em greve a partir do dia 11. Alunos também apoiam o ato.

Na tarde desta terça-feira, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, uma plenária será realizada para votar greve geral do funcionalismo federal. De manhã, houve marcha com professores de todo o País, segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).

A pauta de reivindicação inclui reajuste de 22,08% (referente à inflação e variação do PIB desde 2010), em conjunto com uma política salarial permanente. Outros detalhes da pauta serão revelados mais tarde pelo comando de greve.

A paralisação nas instituições de ensino começaram no dia 17 de maio e, segundo o sindicato, o governo não abriu espaço para diálogo da carreira dos docentes. segundo o Ministério da Educação (MEC), o plano de carreira está com negociações sendo desenvolvidas no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. A implementação está prevista para o próximo ano.

No ano passado, o governo fechou um acordo com a categoria. Ele previa a revisão do plano de carreiras para 2013, além de um aumento de 4%, a partir de março, e a incorporação de gratificações. Os dois últimos pontos já foram concedidos, mas o novo plano continua pendente.

Na última semana, o comando de greve tinha uma reunião de negociação marcada no Ministério do Planejamento, mas o encontro foi adiado pelo próprio governo. O sindicato diz que não recebeu nenhuma justificativa para o cancelamento da reunião. O ministério informou, por meio da assessoria de imprensa, que o encontro foi apenas adiado por razões de "agenda" e será remarcado.

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