Último corpo resgatado do Atlântico chega ao IML do Recife

Onze corpos já foram identificados; equipes de buscas sobrevoam região onde foram vistos mais destroços

Efe,

22 de junho de 2009 | 15h46

A Marinha entregou nesta segunda-feira, 22, o 50º corpo resgatado do mar aos legistas encarregados da identificação das vítimas do acidente com o Airbus da Air France, informaram fontes oficiais. De todos os corpos resgatados, 11 já foram identificados pelo Instituto Médico Legal (IML) no Recife, sendo 10 brasileiros - cinco homens e cinco mulheres - e um estrangeiro de sexo masculino, cuja nacionalidade não foi informada.

 

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O Airbus A330 fazia a rota Rio-Paris quando caiu no Oceano Atlântico, na noite de 31 de maio, com 228 pessoas a bordo. As primeiras vítimas só foram localizadas seis dias após o acidente. O último corpo entregue ao IML foi retirado das águas na semana passada e foi levado ao Recife pelo navio-tanque Almirante Gastão Motta, uma das cinco embarcações da Marinha que participam das buscas. Três dos corpos identificados já foram levados para um cemitério de Recife, que se encarregará de embalsamá-los para poder enviá-los às cidades de origem.

 

Os familiares dos brasileiros identificados foram comunicados individualmente, em visitas às suas residências, pelos superintendentes regionais da Polícia Federal na noite de sexta-feira e durante o sábado. A identificação da vítima estrangeira foi comunicada à embaixada do seu país pela Polícia Federal. A nota destaca que os familiares não precisarão se deslocar ao Recife. Todas as famílias das vítimas brasileiras receberão a notícia pessoalmente. Ninguém será informado por e-mail ou telefone. As famílias dos estrangeiros serão contatadas pela Interpol.

 

As buscas no local do acidente foram retomadas no início desta manhã depois de os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) que sobrevoam a região terem avistado novos restos da aeronave no domingo. As Forças Armadas ainda não anunciaram até quando prosseguirão com os trabalhos de resgate, que apresentam cada vez menos resultados. As autoridades analisam com frequência se as atuais condições justificam a continuidade das atividades. Participam das tarefas aviões, helicópteros e navios de Brasil, França, Espanha e Senegal.

 

(Com Angela Lacerda, de O Estado de S.Paulo)

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