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Um amor do passado que nunca morreu

Após 26 anos, Flávia e Leo finalmente vão subir ao altar

, O Estadao de S.Paulo

07 de junho de 2009 | 00h00

Tudo começou há 26 anos, com um namorico de adolescência. O bancário paulistano Léo Varella, então com 16 anos, costumava passar as férias na casa dos avós, em Ribeirão Bonito, cidade do interior de São Paulo onde todo mundo se conhece. Numa dessas férias, apaixonou-se pela professora Flávia Zeraik, então com 13 anos, filha de um casal amigo dos pais. O romance durou dois carnavais e os dois nunca mais se viram. Há quatro anos, no dia de seu aniversário de 39 anos, Léo recebeu o recado de que Flávia, a antiga namorada, havia ligado para dar parabéns. "Ela lembrou do dia do meu aniversário depois de tanto tempo", diz Léo, que, impressionado, retornou a ligação. Com o telefonema, vieram almoços, jantares, cafés. Agora, passados quatro anos, os dois quarentões estão prestes a se casar. "Estávamos esperando sair o divórcio dela", conta Léo, que parece adolescente apaixonado. "Não vejo a hora de casar. Quando estamos longe, fico com muita saudade. Mando vários torpedos. E conversamos muito pelo telefone."A necessidade de estarem sempre juntos fez Léo praticamente mudar para a casa da namorada. Flávia tem duas filhas, Camila, de 9 anos, e Isabela, de 15, de um casamento anterior, que durou 12 anos. Léo, que foi casado por 15, trouxe dois filhos, Gabriel, de 16, e André, de 13 anos.Até chegar a esse ponto, os dois usaram vários estratagemas para que os filhos se conhecessem naturalmente. "Um dia fomos ao supermercado e o Léo estava lá, com os meninos", conta Isabela. "O mesmo aconteceu quando certa vez fomos ao shopping. Encontramos a Flávia e as garotas também, como se fosse por acaso", diz Gabriel. "O pior foi o dia em que ele trouxe a gente na casa da Flávia, que ele dizia ser uma amiga, e entrou na garagem com o cartão de acesso do condomínio."O plano deu certo. Aliás, deu muito mais certo do que esperavam. Gabriel e Isabela estão namorando. "Estamos juntos há um ano e dois meses", diz Isabela. Flávia e Léo têm agora outra preocupação: controlar os adolescentes. "Adoro ficar com a casa cheia", diz Léo. "Mas ficar sozinho com a Flávia já virou sonho."

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