Um erro grave e dois acertos

A candidata Marina Silva cometeu um erro político extraordinário ao fazer um apelo - até certo ponto ingênuo - para acabar com a disputa entre situação e oposição e dizer que, se eleita, vai governar com o PT e o PSDB. O ponto central da democracia é exatamente haver alternância e divergência entre as forças políticas. A ideia de um governo de coalizão só faz sentido quando se está saindo de uma crise institucional gravíssima, para evitar até uma guerra civil. Ao tentar justificar a falta de alianças, ela reconheceu que não terá forças para governar, que ficará na dependência dos outros partidos. Foi um reconhecimento de fraqueza. Depois, o assunto mudou e ela deu uma boa explicação de seu projeto de desenvolvimento com sustentabilidade. Ao comentar sua atitude na crise do mensalão, a candidata também foi bem, teve uma postura política de militante madura, ou seja, apontou um erro e foi brigar internamente para depurar o partido.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.