André Borges/Estadão
André Borges/Estadão

André Borges, Enviado especial a Goiânia

19 Novembro 2017 | 03h00

"Papai, papai! Ele vai entrar aqui! Eles vão me pegar, papai! Estou com medo, estou com muito medo!". Ao ouvir os gritos e o choro da filha Isadora, Carlos Alberto Morais pulou da cadeira em que estava e abraçou a filha deitada na maca. A menina estava em pânico. Carlos sussurrou algumas palavras em seu ouvido para tranquiliza-la. Aos poucos, o desespero cedeu. Restou um choro baixo, até que a pequena Isadora, prostrada, dormiu novamente.

Tem sido assim nos últimos dias, desde que Isadora de Morais, de 14 anos, deu entrada no Centro de Reabilitação e Readaptação Doutor Henrique Santillo (Crer), em Goiânia. Com o uso de remédios e a presença constante de médicos, psicólogos e familiares, a adolescente tem conseguido dormir algumas horas por noite, mas hora e outra é revisitada por pesadelos.

As imagens e pensamentos que atormentam Isadora brotam da tragédia que, um mês atrás, chocou todo o País. Na manhã de sexta-feira, 20 de outubro, um adolescente de 14 anos entrou na sala do 8º ano do Colégio Goyases, no Conjunto Riviera, bairro de classe média de Goiânia, abriu a mochila, sacou uma pistola calibre 40 e disparou contra seus amigos. Os adolescentes João Pedro Calembo e João Vitor Gomes, ambos de 13 anos, não resistiram e morreram no local. Outros três alunos, Yago Marques e Marcela Rocha Macedo, de 13 anos, e Lara Fleury Borges, 14 anos, também foram atingidos pelos disparos, mas escaparam com vida e já estão em casa. Isadora de Morais é a quarta sobrevivente, mas sua batalha está só começando. Isadora ficou paraplégica.

Dia comum

A manhã daquela sexta-feira havia começado como qualquer outra para a família Morais. Na discreta casa da rua 10, cuja fachada foi tomada por cachos amarelos de um pé de acácia, a popular "chuva de ouro", Carlos Alberto tomou café com os filhos e, às 07h00, foi com Isadora até o portão da escola. A rua onde moram termina justamente na porta de entrada do Colégio Goyases. São cerca de 50 metros entre a casa de Isadora e sua sala de aula. 

Às 11h30, quando estava no trabalho, Carlos recebeu a ligação da esposa Isabel Morais. A mãe, desesperada, tinha recebido a informação de que um "tiroteio" havia ocorrido na escola e que Isadora estaria "na lista" dos atingidos. Por meio de uma mensagem enviada por um grupo de amigos no Whatsapp, o irmão de Isadora, Vinícius de Moraes, de 17 anos, também recebia a notícia, durante uma aula de história, em outro colégio.

 

A família seguiu em desespero até a escola da filha. No caminho, em desespero, a mãe se feriu e torceu o pé. Quando a família chegou ao Colégio Goyases, a rua já estava tomada por carros da imprensa, ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do Corpo de Bombeiros e do Instituto Médico Legal (IML). 

 

Isadora estava entre as vítimas, mas viva. Sob a mira do atirador, tinha recebido um tiro na mão, outro no pescoço e um no tórax. Este último atingiu sua medula espinhal, entre a 9ª e a 10ª vértebra da coluna torácica. Dali, Isadora foi socorrida até a unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde foi sedada, entubada e passou por cirurgias. Os riscos de paraplegia, que foram informados horas depois à família, logo se confirmariam. 

 

Esperança

Depois de 20 dias de internação, Isadora deixou a UTI e seguiu para o Centro de Reabilitação e Readaptação (CRER), para iniciar uma nova fase de tratamento, na esperança de retomar seus movimentos. Do umbigo até a ponta dos pés, Isadora não tem mais nenhuma sensibilidade ou movimento. O funcionamento da bexiga também foi totalmente comprometido.

"Logo ela vai andar. A gente crê nisso e ela também, mas ainda vai um processo longo, com várias equipes", diz o pai Carlos Alberto. "É no tempo de Deus, não é no tempo do homem. Muitas vezes a gente é até ingrato, porque pede uma coisa para ser atendido hoje. Mas com certeza o tempo de Deus é maior que o nosso. Se for propósito Dele que ela saia amanhã da cama, será assim. E eu creio. Eu acredito."

A menina que hoje alimenta a fé de voltar a andar é conhecida como "Risadora" pela família, apelido tirado de seu senso de humor e da risada que arranca sorriso de quem estiver envolta. Comunicativa e boa aluna, Isadora já havia sido aprovada durante o terceiro bimestre do 8º ano do Colégio Goyases, onde estuda desde a primeira série, como seu irmão Vinicius de Morais, de 17 anos, batizado pelos pais com uma homenagem ao poeta da bossa nova.

Vinicius, que tem estudado o dia inteiro para prestar o vestibular para Medicina, está em casa cuidando daquilo que Isadora sente mais saudades: Tonico, um cãozinho de seis meses da raça shih-tzu, que ganhou da tia. "A gente já tinha falado que agora falta o Tinoco, para que dupla caipira fique pronta", conta o irmão.

A inspiração sertaneja vem de Isadora, que é fã de nomes mais modernos como Henrique e Juliano, Jorge e Mateus e Marília Mendonça. "Ela adora esse sertanejo universitário, mas eu gosto mais de tropicália, de MPB. A gente fica se provocando", diz Vinícius.

Tratamento

Limitada às dependências do centro de reabilitação, onde chegou no último dia 10, Isadora ainda deverá ficar um bom tempo sem ver Tonico. Dentro do plano terapêutico desenhado para a adolescente, os próximos 30 dias serão decisivos para demonstrar como, efetivamente, será a sua vida daqui para frente. 

 

"Esse projeto visa restabelecer aquilo que é possível dentro do quadro do paciente, e nós só teremos a possibilidade de dizer o que ela vai ganhar pu perder ao longo desse período, após a avaliação ao longo desses dias", diz Válney Luís da Rocha, diretor-geral do CRER, um hospital público com estrutura e padrões muito acima da média do que se costuma ver em qualquer região do País. "Já sabemos que é uma lesão grave e que tem consequências sérias, mas eu não posso afirmar, nesse momento, qual é exatamente a intensidade disso. Dizer a você que ela não vai mais se locomover seria prematuro de minha parte, assim como seria irresponsável dizer que ela vai voltar a andar. É preciso ter muita cautela."

A bala que atingiu a medula ainda está alojada dentro da estrutura da coluna vertebral de Isadora. O trauma desenvolve um edema que interrompe o estimulo cerebral, causando a paralisia. Com o passar do tempo, esse cenário pode melhorar ou piorar. A equipe que hoje cuida da adolescente é formada por seis profissionais, entre médicos ortopedista, fisiatra, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo, e nutricionista, além do corpo de enfermeiros. 

Depois de quatro dias no centro de reabilitação, Isadora venceu o primeiro desafio de conseguir se sentar, o que lhe permitiu tomar um banho de chuveiro. "Foi uma alegria para ela, uma conquista. Só de sair da cama e poder tomar banho no chuveiro, depois de mais de 20 dias, foi um alívio grande. Ela tem ficado esperando o dia clarear para poder tomar banho de novo", diz o pai Carlos Aberto.

Para lidar com a perda de controle da bexiga, Isadora está passando por processo de "reeducação vesical", no qual a bexiga passa a ter um controle próprio, independentemente da função cerebral. Uma sonda usada em intervalos de tempo predeterminados acaba "ensinando" a bexiga a ter uma "memória"  própria, entendendo que, naquele intervalo, se esvazia. Assim, a pessoa cria o hábito de ir ao banheiro naquele determinado horário.

Futuro

O otimismo e o sentimento de confiança que cercam Isadora, reconhecem os médicos, são peças fundamentais no processo de recuperação da garota. "Nós sabemos que todos os pacientes que estão imbuídos de um sentimento de otimismo, de esperança, são mais colaborativos, participam do processo de reabilitação e respondem de uma maneira melhor", diz Válney. " Enquanto instituição, estamos fazendo o que nos compete do ponto de vista de assistência, e precisamos contar com a participação, não só dos familiares, como daqueles que estão trabalhando no caso dela, que expressem sentimentos positivos, que melhorem sua autoestima e auxiliem em sua recuperação."

Passado o prazo de mais 30 dias internação, Isadora deve ir para casa e, a partir daí, iniciar uma nova etapa de reabilitação e readaptação para sua nova realidade de vida, processo que deve durar mais um ano.

Nesta semana, há previsão de que a adolescente começa a sair um pouco do quarto, para passear pelos corredores do hospital em uma cadeira de rodas. Seu irmão, Vinícius, comemora. "Tenho certeza de que vai sair dessa mais forte, vai conseguir lidar com essa situação. Não tenho dúvida disso. Ela tem uma alegria incrível de viver."

PARA LEMBRAR

No dia 20 de outubro, um estudante de 14 anos do Colégio Goyases, em Goiânia, sacou uma arma no intervalo entre as aulas e atirou contra seus colegas em uma sala do 8.º ano. Os adolescentes João Pedro Calembo e João Vitor Gomes, ambos de 13 anos, morreram no local. Outros quatro alunos – Yago Marques e Marcela Macedo, de 13 anos, Lara Borges, de 14, e Isadora de Morais, de 14 – também foram atingidos, mas escaparam com vida. Filho de policiais militares, o atirador foi detido e encaminhado para uma unidade de internação para adolescentes infratores, onde aguarda julgamento isolado dos demais.

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'Temos de lidar com a saudade, é o maior desafio', diz pai de adolescente morto em Goiânia

Bárbara Melo e Leonardo Calembo, pais de João Pedro, 13 anos, falam sobre os sonhos do filho, a continuidade da vida e as ameaças pela internet

André Borges, Enviado especial a Goiânia

19 Novembro 2017 | 03h00

Os publicitários Bárbara Melo e Leonardo Calembo ainda buscam uma forma de lidar com a ausência do filho João Pedro Calembo, de 13 anos, que morreu no Colégio Goyases ao lado de João Vitor Gomes, também de 13 anos. Os irmãos Gustavo, de 9 anos, e Davi, de 6 anos, reclamam da falta do primogênito, que sonhava em ser missionário de Igreja e engenheiro. Ao Estado, em conversa na Igreja Batista Renascer, em Goiânia, onde coordenam grupos de orientação familiar e criação de filhos, eles falaram sobre perdão, sonhos, a continuidade da vida e as ameaças que receberam nas redes sociais. 

Espelho. O João Pedro era um referencial para os irmãos, um espelho para os dois, por isso a ausência está sendo muito difícil para eles. Nós estamos consternados pela dor das crianças. Na hora de almoçar, elas não comem direito, porque faziam isso ao lado do irmão. A rotina familiar foi muito afetada. 

Perdão. Nós perdoamos o ato dele (o adolescente que atirou). Ele não tem noção do que fez à minha e às outras famílias, não tem a real noção do que fez, eu prefiro acreditar assim. Não vou ficar com esse peso, não fui eu que fiz. Nada vai trazer o João Pedro de volta. A vida segue, eu tenho dois filhos para cuidar. Liberar o perdão é liberar o peso sobre o meu coração. Esse é o real sentido do perdão. 

Bullying. Nós recebemos mensagens pelas redes sociais: “Ah, fez bullying? Se fosse comigo, eu mataria também”. Sabemos a educação que demos ao João Pedro, o tempo que dedicamos a ele. Isso nos deu muita certeza daquilo que ele era, que ele representava. Então, nossa vacina contra essas coisas é cem por cento. Mas isso mostra o quanto aquelas pessoas são assassinas, tanto quanto o menor. Temos agora que defender o João Pedro. 

Sonho. O João Pedro queria muito cursar Engenharia. Ele gostava de Matemática, era bom aluno, tirava boas notas. E gostava muito de atuar na igreja. Tinha um sonho de fazer missões. Até brincamos, uma semana antes, que ele ia para o Paraguai, fazer missões com a nossa igreja. O desejo do coraçãozinho dele era esse, de participar.

Saudade. Não sei se eu consegui entender todo o propósito de Deus, se vou entender tudo um dia, se a gente vai ter as respostas. Mas temos de lidar com a saudade, que é permanente. Esse é o desafio maior. Saber onde ele está eu sei. E sei que ele está bem. Mas a saudade é o grande desafio. 

 

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Jovem que matou dois em escola de Goiânia está isolado 'por ameaças de morte', diz advogada

Adolescente de 14 anos está isolado em uma sala de umas das unidades de internação para jovens infratores da cidade; endereço não foi divulgado por razões de segurança

André Borges, ENVIADO A GOIÂNIA (GO)

20 Novembro 2017 | 08h46

GOIÂNIA - O adolescente de 14 anos que matou dois alunos e feriu a tiros outras quatro crianças no Colégio Goyases em 20 de outubro, em Goiânia, está isolado em uma sala de umas das unidades de internação para jovens infratores da cidade, cujo endereço não foi divulgado por razões de segurança.

A decisão judicial previa que ele fosse enviado para o Centro de Internação Provisória do 7º Batalhão da Polícia Militar, em Goiânia, onde estão cerca de 90 menores, mas a advogada da família, Rosângela Magalhães, alegou que o menino corria risco de morte por causa de ameaças que chegaram à família.

O garoto está detido desde o dia 20 de outubro, quando disparou 12 tiros contra seus amigos de sala de aula. No centro de internação, tem direito de ver apenas o pai e mãe durante uma hora por semana. Regularmente, recebe visita de psicólogos. Nos próximos dias, um laudo pericial trará o quadro psicológico e psiquiátrico do garoto. A peça é vista como documento fundamental para o desdobramento do caso.

Rosângela Magalhães, que esteve cinco vezes com o adolescente, diz que se trata de um jovem calado e introvertido por natureza. "O que deu para notar, no primeiro dia de contato, é que ele estava em pânico, muito abalado. Hoje a palavra que resume isso tudo é a dor. Ele é muito apegado ao irmão, de 8 anos, que também estudava no mesmo colégio."

Segundo a advogada do adolescente, o garoto tinha bom comportamento familiar, tirava boas notas e já estava aprovado em todas as disciplinas neste ano. "Não estou negando a gravidade dos fatos, mas esse menino sempre teve uma vida ajustada. É um fato isolado na vida dele", defende.

O garoto é filho de policiais militares. A mãe atua na área administrativa, em cursos de formação de policiais da Academia da PM. O pai, o major Divino Aparecido Malaquias, trabalha na Corregedoria da polícia e já foi comandante do Batalhão da PM que faz a segurança do complexo prisional de Aparecida de Goiânia (GO).

Na manhã do dia em que sacou uma arma da mochila e saiu atirando, major Divino havia passado no Colégio Goyases poucos minutos antes para pegar o filho mais novo, de 8 anos, porque sua aula acabava um pouco mais cedo. "O adolescente ia para casa a pé. A família morava perto do colégio. Hoje estão em casas de parentes e vão se mudar", afirma Rosângela.

A pena mais dura prevista para o caso é de três anos de internação. Uma primeira audiência com o garoto e seus pais já foi realizada pelo Juizado da Infância e Juventude. O veredicto deve sair até o fim deste mês.

 

Na peça de defesa do garoto, Rosângela diz que vai incluir o controverso tema do bullying. "Uma coisa que não se discute é que existiu o bullying. Não estou dizendo que o bullying justifique tamanha tragédia, mas que ele existiu, não há dúvida. Todos os estudantes sabiam, mas a escola diz que desconhecia", afirma.

A advogada cita ainda que o caso ocorreu justamente no Dia Mundial do Combate ao Bullying, 20 de outubro. No Brasil, essa data é lembrada em 7 de abril, em referência ao aniversário da tragédia de Realengo, quando Wellington Menezes de Oliveira, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio, invadiu uma sala de aula e atirou contra as crianças, matando 11 delas, em 2011. O assassino, de 24 anos, se suicidou em seguida.

"Não tenha dúvida de que o bullying oprimiu esse menino. Agora, a densidade disso nós só vamos saber com os laudos e instrução processual. Não dá para ser leviano agora e afirmar o que efetivamente ocorreu. Todos nós estamos buscando uma explicação", diz a advogada.

Rosângela Magalhães ficou conhecida pela atuação como advogada de outra história de comoção nacional, o "caso Pedrinho", revelado em 2002, no qual a ex-cabeleireira Vilma Martins raptou o garoto dos braços da mãe, em 1986, o que só seria revelado 16 anos depois.

Mãe de filhos adolescente, Rosângela reconhece a gravidade dos fatos de seu novo cliente. "Ao final, a gente vai tentar compreender o que aconteceu, mas aceitar e efetivamente entender plenamente, isso ninguém vai. Isso é inexplicável, era inimaginável, tanto para a escola como para os familiares."

Retomada das aulas.

Aos poucos, pais, alunos e professores do Colégio Goyases tentam retornar à rotina das aulas, um mês depois da tragédia ocorrida no número 270 da Rua Planalto, no bairro Riviera, região de classe média de Goiânia. Na manhã do dia 20 de outubro, um adolescente de 14 anos entrou na sala do 8º ano do Colégio Goyases, no Conjunto Riviera, bairro de classe média de Goiânia, abriu a mochila, sacou uma pistola calibre 40 e disparou contra seus amigos.

No fim de tarde da última terça-feira, dia 14, um grupo de pais se aglomerava no portão da escola para pegar os filhos do ensino fundamental 1 que tinham saído em uma excursão até o “Rancho Colorado” , um passeio educativo e recreativo que a escola realiza todos os anos, a cerca de 20 quilômetros dali.  Dentro do colégio, uma faixa pendurada lembrava os pais sobre as datas de rematrícula para 2018, destacando que o preço da mensalidade não terá reajuste e que será o mesmo valor deste ano. As crianças chegaram em dois ônibus.

"Gosto muito desse colégio. O que aconteceu aqui aconteceria em qualquer lugar, não só aqui. Então é tocar o barco, ter fé em Deus em seguir em frente", diz Severino Leite da Silva, pai do Davi, de 8 anos.

A opinião é compartilhada por Manoel Lima Cordeiro, pai da Manoela e Otávio, também de 8 anos. “As crianças estão voltando tranquilamente, serenos. O que aconteceu foi surreal, mas a gente vê que as crianças não estão sentindo nenhum abalo. Vida normal.”

A movimentação era acompanhada de perto pelo proprietário da escola, Luciano Rizzo. “Nosso espírito hoje é o de engrandecer ainda mais nossa dedicação à educação, com os pais respondendo ao chamamento da escola na formação do aluno”, diz.

Vítimas. 

No dia em que o adolescente entrou na escola atirando, ele acertou os colegas João Pedro Calembo e João Vitor Gomes, ambos de 13 anos. Os dois não resistiram e morreram no local.

Outros três alunos, Yago Marques e Marcela Rocha Macedo, de 13 anos, e Lara Fleury Borges, 14 anos, também foram atingidos pelos disparos, mas escaparam e já estão em casa. Isadora de Morais é a quarta sobrevivente, mas sua batalha está só começando. Isadora ficou paraplégica.

Passado um mês do caso, a rotina do colégio também tem contado com a presença de Simone Maulaz Elteto, a coordenadora de ensino que convenceu o adolescente a parar de atirar contra seus amigos.

A diretoria da escola afirmou ainda que os alunos Yago Marques, Lara Fleury Borges e Marcela Rocha Macedo também retornaram às atividades escolares. As aulas foram retomadas no dia 30 de outubro, dez dias após o ataque.

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