Um mês depois, polícia não descobriu quem baleou estudante no Rio

Um mês depois que a estudante Luciana Gonçalves de Novaes foi baleada no pátio da Universidade Estácio de Sá, no Rio, a polícia ainda não descobriu quem atirou e já pediu ao Ministério Público a prorrogação do inquérito. Luciana, que hoje completou 20 anos, passou por três cirurgias reparadoras, sendo duas na coluna, respira com a ajuda de aparelhos e pode ficar tetraplégica. Em homenagem ao aniversário da estudante, foi rezada uma missa na Catedral Metropolitana do Rio.O chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, admitiu as dificuldades na investigação. "Nós temos o depoimento de um funcionário da Telesegurança (responsável pelo circuito de TV da universidade) que disse ter visto uma pessoa disparando do pátio, antes de as fitas serem apagadas. É só isso que temos de objetivo. Dependemos da colaboração da comunidade universitária para que denunciem quem fez o disparo." Lins acredita que alunos e funcionários não estejam comparecendo à delegacia por medo e garantiu o anonimato delas. Até agora, foram ouvidas 65 pessoas.Desde o início do caso, a polícia apresentou pelo menos quatro versões para o crime. Apontou como autores dos disparos traficantes do Morro do Turano, que fica nos fundos da universidade, um policial civil e um militar. Nos primeiros dias da investigação, chegaram a confundir um faxineiro que carregava vassouras com um criminoso armado com fuzil.Três pessoas foram indiciadas, mas apenas no inquérito que apura quem fez a fraude nas imagens do circuito interno de TV, que poderiam identificar o atirador . Há ainda o inquérito de lesão corporal para apurar quem atirou em Luciana.MissaCerca de cem pessoas, entre amigos e parentes, compareceram à missa em homenagem à estudante. Emocionada, a irmã de Luciana, Conceição Gonçalves de Novaes, de 40 anos, agradeceu o apoio recebido. "Peço que continuem orando. Estamos esperando alguma resposta do organismo de Luciana. Ela está brigando pela vida."Segundo Conceição, a menina recebeu de aniversário presentes, cartões e um terço. O cônego Haroldo Ribeiro rezou a missa e pediu rigor nas investigações. "Peço que a polícia investigue com intensidade esse caso e puna os envolvidos para trazer tranqüilidade à família de Luciana." No final da missa, todos cantaram "Parabéns para você."

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