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Um morto e 10 feridos em confrontos de policiais e traficantes

Entre a noite desta quarta-feira e a tarde desta quinta-feira, a ofensiva da polícia contra os traficantes de drogas matou mais oito criminosos em tiroteios em diferentes pontos do Rio de Janeiro. Os confrontos deixaram também um PM mortoe dez pessoas feridas, entre elas uma criança de 3 anos, que levou um tiro na cabeça eestá internada em estado grave.O conflito mais violento foi no início da tarde desta quinta, no Morro da Pedreira, em CostaBarros, na zona norte, quando sete traficantes morreram durante troca de tiros com policiaiscivis. Cerca de 50 PMs e agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC)e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) haviam ido até lá depois de receberdenúncia dando conta da existência de um paiol mantido pela quadrilha que domina aárea ? a mesma onde, há uma semana, cinco traficantes foram mortos em outraoperação da Polícia Civil.Os traficantes estavam dentro na casa onde funcionava o depósito. Eles trocaram tirosaté com os policiais que estavam no helicóptero da polícia, o que possibilitou alocalização do bando. Nenhuma identidade foi divulgada.A Secretaria de Saúde do Estado informou apenas que eles tinham entre 20 e 25 anos. Um deles seria o gerente do tráfico na Pedreira, conhecido como Bin Laden. No paiol, foram apreendidos três fuzis calibre 762, duas pistolas, um revólver, dois radiotransmissores e uma granada elétrica (de alto poder de destruição, preparadapelos próprios bandidos para explodir em até cinco segundos), além de 3,5 milpapelotes de cocaína.O delegado Alan Turnowski, coordenador das delegacias especializadas do Estado, acredita que a quadrilha ? ligada a Paulo César da Silva Santos, o Linho, líder da facção criminosa Terceiro Comando ? está enfraquecida com as mortes desta quinta e da semana passada.Mas Turnowski ressalvou que, só na região da Pedreira, há pelo menos 50 bandidos trabalhando no tráfico, número que chega a 100 nos fins desemana, quando a quadrilha costuma ganhar reforço. Nesta quinta, seis pessoas foramdetidas na favela.Nesta quinta, por volta das 5 horas, houve tiroteio na Linha Vermelha entre policiaismilitares que patrulhavam a via e traficantes da Favela Nova Holanda, uma dascomunidades do Complexo da Maré, na zona norte.Dois PMs ficaram feridos, mas passam bem ? Ronaldo Nascimento Leite fraturou aperna direita e Adílson de Andrade Peçanha levou um tiro no pé esquerdo.Na noite desta quarta-feira, traficantes de outra favela da Maré, a Baixa do Sapateiro, seconfrontaram com PMs. O soldado Cláudio Ferreira do Prado, de 29 anos, foi atingidona cabeça e morreu. Aline Mizael, de três anos, e mais sete moradores da favela ficaramferidos e foram levados para o Hospital Geral de Bosucesso. Um tiro atingiu a cabeçada menina, que está em estado grave.Aline foi submetida a uma cirurgia para a retirada de um coágulo na cabeça e respirapor meio de aparelhos. Ela estava no colo da irmã, Rosane Mizael, de onze anos, queficou ferida por estilhaços da bala, mas não corre risco. Outros dois menores, RaquelGeraldo dos Santos, de 17 anos, e Armênio Gomes Cardoso, de 15, também foramatingidos pelas balas perdidas.Na estrada Grajaú-Jacarepaguá, na zona norte, também durante a madrugada, ocorreuoutro conflito. Um grupo de cerca de 20 traficantes do Morro da Cotia trocou tiros com aPM. Eles estariam transportando armas para uma favela vizinha pelo meio da via. Umcriminoso, não identificado, morreu. A pista ficou fechada por 20 minutos nos doissentidos. Os motoristas que passavam pela estrada se assustaram.RebeliãoApós uma tentativa de fuga frustrada, 250 dos 418 presos da Delegacia de Nova Iguaçu, na zona norte do Rio, se rebelaram nesta quinta-feira de madrugada, ateando fogo a colchõese roupas e usando as barras de ferro das celas como armas.Eles reivindicavam a transferência de alguns detentos com direito ao regime semi-aberto, a melhoria na alimentação e nas condições da carceragem, superlotada. Cinco presos se intoxicaram com a fumaça e três sofreram escoriações leves. Ninguém conseguiu escapar.Na hora do tumulto, cinco agentes estavam de plantão. O delegado Nilton Gama disse que policiais usaram balas de borracha para conter ospresos. Gama informou que a delegacia tem capacidade para 280 detentos e que, porfalta de espaço, as celas ficam abertas.Segundo o delegado, os detentos têm ?trânsito livre a qualquer hora? pelo pátio usadono banho de sol, mas isso não facilita as fugas porque toda a área é cercada porgrades.Veja o especial:

Agencia Estado,

06 de março de 2003 | 18h10

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