Um ponto a ponto das contradições no caso Celso Daniel

Eis alguns pontos controvertidos, ainda não explicados sobre o seqüestro e a morte do prefeito Celso Daniel: A roupa - O prefeito saiu de Santo André, na sexta-feira, vestido de terno. Quando seu corpo foi encontrado, na manhã de domingo, ele estava de jeans e camiseta. Em que momento ele teria trocado de roupa? A porta da Pajero - Segundo o depoimento do empresário Sérgio Gomes da Silva, a porta da Pajero em que estavam ele e o prefeito Celso Daniel abriu-se no momento da perseguição pelos sequestradores. A MMC Automotores do Brasileiro, representante da Mitsubishi no Brasil, examinou o veículo e constatou que as travas automáticas estavam intactas, em perfeito estado, e portanto a porta não poderia ter sido aberta involuntariamente. Peritos da Polícia confirmaram isso. O câmbio da Pajero - O empresário disse que o câmbio quebrou. A representante da Mitsubishi diz que o câmbio do veículo está funcionando normalmente, mesmo depois da perseguição e do acidente. Peritos da polícia também confirmaram isso. O pneu da Pajero - O empresário disse que um dos pneus foi atingido por uma bala dos seqüestradores e furou. A representante Mitsubishi garante que, mesmo com um pneu furado, o veículo andaria. A testemunha abandonada - Por que os sequestradores abandonaram o empresário na rua e levaram o prefeito Celso Daniel, se o empresário havia testemunhado o crime e poderia mais tarde incriminar os seqüestradores, inclusive fazendo seu retrato falado?

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