Um quarto dos parlamentares tem pendência judicial

Não é à toa que as resistências ao projeto que obriga os candidatos a terem ficha limpa são grandes na Câmara. Nada menos que 152 parlamentares são investigados pelo Supremo Tribunal Federal, segundo levantamento feito pelo site Congresso em Foco, em setembro de 2009. Ou seja, um quarto dos deputados e senadores tem pendências com a Justiça. O PMDB e o DEM lideram a relação de partidos com maior número de parlamentares encrencados no Supremo.

EUGÊNIA LOPES, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2010 | 00h00

No PMDB, 32 deputados e senadores estão na mira da Justiça. No DEM, são 22 parlamentares e, no PSDB, 17 respondem a acusações no Supremo.

Dos grandes partidos, o PT é o que tem menor número de parlamentares com problemas na Justiça: 14 deputados do total de 79. Só quatro partidos (PC do B, PHS, PTC e PT do B) com representação no Congresso não têm nenhum parlamentar com ação ou inquérito no STF.

Pelo levantamento do Congresso em Foco, as acusações referem-se a 20 diferentes tipos de crime. Os delitos mais frequentes dizem respeito a crimes de responsabilidade, contra a Lei de Licitações, peculato, formação de quadrilha, homicídio, estelionato e contra o meio ambiente. Há ainda denúncias de menor gravidade, como os crimes de opinião - calúnia, injúria e difamação.

A maioria dos parlamentares que respondem a ações no Supremo será candidata este ano. Um dos casos mais notórios é o do deputado Jader Barbalho (PMDB-PA), alvo de nove ações e inquéritos no Supremo, que incluem emprego irregular de verbas públicas, peculato, estelionato e formação de quadrilha. Jader ainda não decidiu se disputará o governo do Pará ou o Senado, como defende o PT.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.