Um traficante e um suposto homicida do PCC foram presos

Por meio do Disque-Denúncia, a Polícia Militar foi informada, na noite de quinta-feira, de que um traficante conhecido por "Boca" estava preparando um ataque à base comunitária da PM, na Praça Sampaio Vidal, na Vila Formosa, zona leste da capital. A pessoa que fez a denúncia anônima afirmou que ele teria uma dívida financeira para com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e que essa ação, programada para na madrugada desta sexta-feira, seria uma forma quitação desse débito. Disse, ainda, que ele estava reunido com outros criminosos no campo de futebol do CDM da Vila Formosa.Com base nessas informações, PMs da Força Tática do 21º BPMM seguiram para o local onde encontraram o traficante, de 44 anos, cujo nome verdadeiro é Luiz Vanderlei Marques, que seria integrante daquela facção criminosa. Com ele foram apreendidas 108 "trouxinhas" de maconha. A reunião denunciada não estava ocorrendo, mas juntamente com "Boca" estava outro traficante, Thiago Santana Araújo, de 22 anos, que portava 20 papelotes de cocaína. A dupla foi autuada em flagrante no 58º DP - Vila Formosa, por tráfico de drogas, mas negou ser membro do PCC e a veracidade da denúncia.Na tarde de quinta-feira, a polícia localizou, na avenida Elísio Teixeira Leite, na Vila Cruz das Almas, na norte da capital, Marcelo Vieira, de 34 anos, conhecido por "Capetinha", que é considerado uma dos mais violentos chefes do PCC. Segundo o apurado, ele comandava a facção naquela região da cidade e seria o mandante da execução de quatro membros do grupo rival CRBC Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade), no início do mês de abril, em Parada de Taipas, também na zona norte.Ao ser abordado pelos policiais, "Capetinha" portava uma carteira de identidade falsificada. Por isso foi autuado em flagrante no 45º DP - Vila Brasilândia, por uso de documento falso. Caso seu advogado não consiga habeas corpus, relaxando esse flagrante, ele estará preso, quando se concluírem as investigações sobre o quádruplo homicídio em que estaria envolvido.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.