Um verde contra Marina

A senadora e pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, rebateu ontem a acusação, feita por um vereador de seu partido, de que teria "escondido" uma bandeira com as cores do arco-íris, símbolo do movimento gay, durante uma cerimônia pública. "Não discrimino quem quer que seja e defendo plena cidadania para todos", escreveu ela em seu blog de campanha.

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2010 | 00h00

A acusação partiu do vereador Sander Simaglio, filiado ao PV de Alfenas e defensor dos direitos dos homossexuais. Ele divulgou pela internet uma mensagem enviada à pré-candidata na qual lamentava um episódio ocorrido no fim de semana em Belo Horizonte. Na ocasião, ele entregou a Marina a bandeira do arco íris e pediu que a abrisse em público.

Segundo seu relato, a senadora não atendeu: "Para minha surpresa, deu um jeitinho de me abraçar com uma mão e com a outra, por baixo, esconder, mais que depressa, o símbolo da luta do movimento homossexual brasileiro."

A senadora escreveu que não se lembra do diálogo. Também disse que atua para representar todos os brasileiros "independentemente do que pensam, de sua orientação sexual".

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