Uma cidade em alerta por causa de estupro de universitárias

Depois de seis meses, outra universitária de Franca, na região de Ribeirão Preto, voltou a ser atacada e estuprada. Uma estudante de direito, de 23 anos, de Colina, foi atacada em seu apartamento, numa república, no bairro São José, na madrugada de ontem. A polícia, não consegue evitar esse tipo de ataque contra universitárias desde dezembro de 2000. Já foram registrados 14 estupros e três tentativas. O estuprador sempre estuda bem as suas vítimas e não deixa vestígios. O último caso, porém, pode não ter sido praticado pelo autor dos anteriores, já que o atacante mostrou o rosto, o que nunca ocorrera. A estudante estava dormindo, sozinha (três colegas que moram com ela estavam viajando), e o homem entrou pela porta dacozinha, que não estava trancada, no primeiro andar do prédio. Com uma faca, rendeu a garota, amarrando-a na própria cama com um lençol, além de atar sua boca. Em seguida, violentou-a. O homem permaneceu no apartamento durante quatro horas, bebeu pinga e vodca e fumou, além de conversar com a vítima. Também lavou as mãos várias vezes, uma característica do autor dos outros estupros contra universitárias. Na saída, levou R$ 52 em dinheiro, o telefone celular e um maço de cigarros da estudante. Roubos não ocorreram nos casos anteriores. O delegado Hélder Rodrigues, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), está cuidando do caso. No apartamento da vítima, os policiais encontraram pêlos humanos, que podem ser usados, futuramente, em exames de DNA, caso sejam detidas pessoas suspeitas do crime. Na maioria dos casos anteriores de estupro, o autor estudou os hábitos de suas vítimas, geralmente estudantes entre 20 e 25 anos, que moram sozinhas ou em repúblicas próximas de universidades. Os ataques foram noturnos, sem deixar pistas, e as vítimas não viram o rosto do estuprador. Em alguns casos foram usados preservativos e até luvas cirúrgicas. Normalmente ele tomava banhos e lavava as mãos constantemente. Até agora, a polícia de Franca, mesmo com um suposto retrato falado, ainda não o prendeu.

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