Uma pessoa morre durante tiroteio na Rocinha, na zona sul do Rio

Um suposto traficante ferido na ação da madrugada desta segunda-feira conseguiu fugir

Antonio Pita,

21 de janeiro de 2013 | 18h25

RIO DE JANEIRO - Ocupada desde 2011 por forças de pacificação da Polícia Militar, a favela da Rocinha, na zona sul do Rio, enfrentou um forte tiroteio na madrugada desta segunda-feira. O confronto resultou na morte de um suspeito de tráfico de drogas e deixou outro traficante ferido. Segundo a polícia, o suspeito identificado como Luiz Fernando da Silva Facundo, de 18 anos, foi morto após atirar contra policiais que faziam uma ronda. No local onde os suspeitos foram abordados, os policiais ainda encontraram uma granada, um fuzil AK-47, uma pistola e oito carregadores de munição.

O suspeito ferido está foragido desde a madrugada. Policiais percorreram a comunidade durante toda a manhã desta segunda em busca do suspeito. Ele estaria escondido na favela desde a madrugada, após o confronto com os policiais. De acordo com a PM, por volta das 4 horas uma patrulha da UPP fazia uma ronda de rotina na Rua Dois, uma das principais da favela, quando foram recebidos a tiros pelos suspeitos. Apesar das buscas, o suspeito ferido ainda não foi localizado.

A vítima do confronto, Luiz Fernando da Silva, era morador de outro morro carioca e, ainda de acordo com a PM, teria migrado para a Rocinha para reforçar a venda de drogas. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que analisará as imagens do circuito de câmeras de segurança da Rocinha. No início do mês, a favela passou a ser monitorada por 80 câmeras instaladas nas principais vias da comunidade, identificando pontos de venda e armazenamento de drogas e armas.

Mesmo com a ocupação pela Polícia Militar, em novembro de 2011, a Rocinha ainda enfrenta confrontos entre traficantes e policiais. Quatro pessoas foram mortas no ano passado em tiroteios na favela, entre elas um líder comunitário e dois policiais. Uma das vítimas, o soldado Diego Bruno Barbosa, de 24 anos, foi morto a tiros dias antes da inauguração da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), em setembro de 2012.

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