Umidade do ar em SP cai a 27% e reforça poluição

Previsão é de que tempo seco continue até o fim de semana, quando chega uma frente fria

Camilla Rigi, O Estadao de S.Paulo

21 de maio de 2008 | 00h00

A queda da umidade relativa do ar nos últimos dois dias foi sentida rapidamente pelos paulistanos. "Há menos de uma semana tínhamos nebulosidade e o clima estava úmido por causa das garoas. Por isso, a mudança para o clima mais seco faz aumentar o desconforto", afirmou o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Marcelo Schneider. Ontem, segundo registro do Inmet, a umidade chegou a 27%. O índice é igual ao verificado em 5 de março, o mais baixo deste ano. "Devemos ficar abaixo de 30% até o final de semana, quando o número de nuvens deve aumentar com a passagem de uma frente fria", afirmou Schneider. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera satisfatório até 30% - abaixo disso, a cidade fica em estado de atenção. E a recomendação é evitar fazer exercícios entre 10 e 16 horas. A falta de chuvas interfere não somente na queda da umidade, mas também dificulta a dispersão dos poluentes. Segundo o meteorologista da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) Ricardo Anázia, ontem a qualidade do ar na região metropolitana de São Paulo foi considerada regular. A inversão térmica, mais intensa no outono e no inverno, é outro agravante para a dispersão dos poluentes. O fenômeno é explicado como se fosse uma tampa de ar quente que segura as substâncias que poluem o ar mais perto do solo. "Quanto mais baixa estiver a camada de inversão, menos espaço há para a circulação dos poluentes", explica o meteorologista da Cetesb. Somente por volta de 10 horas, com o aquecimento do solo, a inversão se dissipa.Doenças respiratórias são comuns nesse período. Os sintomas são tosse, nariz escorrendo e dificuldade para respirar. Os mais afetados são crianças e idosos. Para aumentar a umidade é aconselhável distribuir bacias de água ou toalhas molhadas pela casa.

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