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UNE lamenta morte de aluno e vê com preocupação 'intolerância' na família

Entidade disse que é 'necessário reafirmar o diálogo e a democracia como principal saída para os diferentes pensamentos existentes na sociedade'

O Estado de S. Paulo

16 Novembro 2016 | 16h52

A União Nacional dos Estudantes (UNE) divulgou uma nota nesta quarta-feira, 16, em que lamenta a morte do estudante Guilherme Silva Neto, de 20 anos, e do seu pai Alexandre José da Silva Neto. "Neste momento de imensa consternação, a UNE presta solidariedade e respeita o luto da família e amigos".

O universitário foi morto após ser atingido por quatro tiros efetuados pelo pai em Goiânia na tarde desta terça-feira, 15, que se suicidou em seguida com um disparo na têmpora. 

O estudante de Matemática da Universidade Federal de Goiás (UFG) queria participar de uma reintegração de posse que seria cumprida na UFG, mas foi proibido pelo pai, o engenheiro Alexandre José da Silva Neto, de 60 anos. 

O homem discordava do envolvimento do filho em movimentos sociais e manifestações. Mãe do jovem e mulher do autor dos disparos, Rosália de Moura Rosa Silva fez carreira na Delegacia da Mulher.

Segundo a UNE, "Guilherme era estudante de Matemática da Universidade Federal de Goiás e participava do movimento estudantil; fazia parte do Diretório Acadêmico do seu curso e no último período era um ativo militante da ocupação da UFG contra a PEC 55, ação pacífica que têm mobilizado jovens em todo o Brasil em defesa da educação".

A nota diz ainda que "embora o caso revele uma relação particular entre pai e filho, a UNE enxerga com preocupação o fato de que a morte de Guilherme tenha envolvido uma discussão sobre as suas preferências políticas e a intolerância que isso gerou no ambiente familiar".

"Em um momento delicado da política brasileira e mundial, em que temos presenciado manifestações de ódio exacerbado contra os movimentos sociais, a UNE entende que é necessário reafirmarmos o diálogo e a democracia como principal saída para os diferentes pensamentos existentes na sociedade", diz o texto.

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