Unesp terá mil novas vagas e mais 7 câmpus

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) terá cerca de mil novas vagas no próximo vestibular, o que representa um crescimento de 18% sobre o total oferecido atualmente. O conselho universitário da instituição aprovou nesta quarta-feira a criação de sete novos câmpus no interior de São Paulo, em regiões como o Vale do Ribeira e o Pontal do Paranapanema. Cerca de 600 vagas serão oferecidas nestas unidades, e o restante será distribuído entre os 15 campus já existentes."Os cursos vão depender das necessidades de cada área", disse o reitor da Unesp, José Carlos Souza Trindade. O projeto de ampliação da universidade será feito em parceria com as prefeituras das cidades onde ficarão as unidades. São elas: Iperó (na região de Sorocaba), Registro, Itapeva, Tupã, Dracena, Rosana e Ourinhos.Para baratear o custo da universidade, as prefeituras vão bancar a estrutura do novo campus (prédio, funcionários de apoio, instalações) e a Unesp fica responsável pelo projeto pedagógico e pelos professores. Assim, o custo médio do aluno por ano cai de R$ 6,5 mil para R$ 3,6 mil.O mesmo tipo de parceria começou a funcionar pela primeira vez neste ano no recém-criado campus de São Vicente. A instituição recebeu do Estado no ano passado R$ 29 milhões dos R$ 50 milhões em verbas adicionais destinadas aos projetos de expansão das três universidades estaduais.Na votação do Orçamento 2002, a Universidade de São Paulo (USP) ficou com R$ 15 milhões, e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com R$ 5 milhões. A divisão - que não seguiu a proporção do repasse do ICMS, ou seja, dos 9,57% destinados às três universidades, 5,2% ficam com a USP, 2,3% com a Unesp, e 2 1% com a Unicamp - surpreendeu os reitores, mas foi baseada nos projetos apresentados. Dirigentes da USP e da Unicamp tentaram em vão recuperar o dinheiro perdido. No ano passado, a Unesp criou 530 vagas; a USP, 400, e a Unicamp, 95.De acordo com Trindade, os primeiros estudos nas cidades apontaram a necessidade de cursos de zootecnia, veterinária, engenharia mecatrônica, ambiental e de alimentos. A escolha dos locais foi baseada na ausência de instituições de ensino superior. A partir desta quinta-feira, comissões da Unesp terão 120 dias para trabalhar com as prefeituras e apresentar os projetos pedagógicos.Nas unidades já existentes, estão a caminho de aprovação os cursos de relações internacionais (Marília), engenharia ambiental (Rio Claro), fonoaudiologia e fisioterapia (Botucatu).

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