União da Vitória decreta toque de recolher por causa de roubos nas enchentes

Apenas veículos e embarcações de Defesa Civil, Exército, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar podem circular pelas ruas do município

Julio Cesar Lima, Especial para o Estado

13 de junho de 2014 | 11h13

CURITIBA - A cidade de União da Vitória, na região sul do Paraná, está sob o toque de recolher desde a noite de quarta-feira, 11. A medida foi tomada após a denúncia de dezenas de roubos às casas situadas nas zonas alagadas. Apenas veículos e embarcações identificadas da Defesa Civil, do Exército, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar podem circular pelas ruas do município. Na terça-feira, 10, o prefeito Pedro Ivo Ilkov já havia decretado estado de calamidade pública por causa da situação. 

Em todo o Estado, as chuvas que caíram nos últimos seis dias deixaram até o final da manhã de sexta-feira, 13, um total de 579.524 pessoas afetadas e 4.448 continuam em abrigos, sem poder voltar para suas casas.

Segundo o capitão Guimarães, da Defesa Civil de União da Vitória, as famílias deverão esperar ainda por mais duas semanas antes de retornarem. "Vamos aguardar cerca de 10 a 15 dias para a água do rio baixar, isso ainda vai demorar um pouco", avaliou.

Sobre o decreto que está em vigor, a prefeitura argumenta que havia necessidade de aumentar a segurança pessoal e patrimonial nos bairros mais visados. A Defesa Civil e a Polícia Militar declararam que tomarão as devidas providências em relação às pessoas que descumprirem a ordem.

Mortos e feridos. Desde o início das chuvas, foram registradas 13 mortes: duas pessoas morreram em Medianeira; três em Guarapuava; uma em Laranjeiras do Sul, Campina do Simão, Guaraniaçu, Sulina,  Altamira do Paraná, União da Vitória e Quedas do Iguaçu.

No sábado passado, 7, um aposentado que morava na Cidade Industrial, em Curitiba, também morreu vítima da enchente que invadiu sua casa. Em todo o Estado, 117 pessoas ficaram feridas.

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