Unidade contra dengue fica em meio a fogo cruzado

O segundo dia de operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na Vila Cruzeiro, na Penha, zona norte do Rio, foi marcado por intenso tiroteio, que deixou uma mulher ferida e aterrorizou os pacientes da tenda de hidratação montada pelo governo do Estado para vítimas da dengue, ao lado do Hospital Getúlio Vargas (HGV), no mesmo bairro. O confronto ocorreu no Morro da Chatuba, vizinho à Vila Cruzeiro, onde policiais do Bope apreenderam farta munição para metralhadora .50. A ação policial na parte alta do morro era para a retirada de um ônibus usado como barricada pelos traficantes para impedir a passagem da polícia."Meu filho estava no soro quando começaram os tiros. Me joguei com ele no chão e o protegi com o corpo. Fiquei nessa posição por 20 minutos, até cessarem os disparos", contou Cosme Martins dos Reis, presidente da Associação dos Funcionários do HGV. Bombeiros e enfermeiros que atuam na tenda ameaçaram suspender as atividades, caso o risco de balas perdidas continue. A Secretaria Estadual de Saúde informou que nenhum tiro atingiu a tenda. Os três pacientes que passaram mal foram para o HGV. Apesar do intenso tiroteio, que começou por volta das 14 horas e durou 40 minutos, a única vítima levada ao HGV foi Ruth do Nascimento, de 54 anos, atingida no abdome, dentro de casa, por bala perdida.Anteontem, na Vila Cruzeiro, nove pessoas morreram em confronto com a polícia. Das sete feridas, quatro permanecem internadas. Os 14 presos na operação estão detidos e responderão por associação ao tráfico.

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