Unidade da Febem deve ser fechada, defende o governo

O secretário especial de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, classificou como insolúveis os problemas na unidade da Febem em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, onde um funcionário foi assassinado nesta quarta-feira pelos internos rebelados. ?Ali não tem jeito.? A desativação do centro, afirma, é a única forma para combater a violência crescente das rebeliões.O secretário afirma que São Paulo tornou-se prioridade para propostas de remodelação do sistema de atendimento a menores infratores. A escolha é feita por duas razões. ?São cinco mil infratores, quase metade do que é registrado em todo o País, 12 mil? e ?o fato de o Estado ser um dos mais atrasados na aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente.?Miranda elogiou o trabalho do presidente da Febem, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, mas criticou o fato de o Estado ter interrompido uma reforma no sistema, há cerca de dois anos. ?É preciso um tempo para descentralizar as unidades de internação e implantar a liberdade assistida e a prestação de serviço à comunidade?, disse.Para o secretário o problema do Estado não está relacionado com verbas. Segundo ele, São Paulo conta com R$ 300 milhões anuais para os programas de menores infratores. ?É dinheiro suficiente. O que é preciso é dar continuidade a um trabalho.? O secretário afirma que pretende incentivar municípios a organizarem centros menores, onde a educação seja prioridade. ?Isso poderia ajudar a reduzir a sobrecarga na capital.?

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